Posts Tagged 'voz de grijó'

Falar Português… orgulhosa-mente

Na semana passada, a imprensa lusa dava enorme ênfase ao facto de, eleito o melhor treinador do Mundo, José Mourinho ter falado em Português. De facto, é para celebrar! Um orgulho!

Havia mesmo quem afirmasse que esta foi uma das lições que o técnico português aprendeu com os espanhóis: o falar na próprio língua, sem a preocupação de mostrar dotes poliglóticos. 

Anda o Instituto Camões, outras instituições, tantos professores, o próprio Presidente da república, nas suas viagens, a fazer a apologia da Língua portuguesa e vêm estas celebridades, sempre presentes nos média, com incomensurável projecção mundial, falar na língua (às vezes desastrosamente) do país em que se encontram. Porquê? Porque não falam sempre em português? Não seria esta uma forma sublime de divulgar a sonoridade, a palavra, a nossa belíssima Língua?

Depois, admiram-se de os jovens se afastarem cada vez mais da LP e de preferirem o inglês e, agora, o espanhol, que já tem honras de ensino nas nossas escolas. Uma forma de paulatinamente, gota a gota, a somar à disseminação de lojas de empresas espanholas, por tudo quanto é canto – só lhes ganham as chinesas… – ir moldando cabeças, línguas e costumes ao ritmo dos nossos vizinhos.  Os Filipes, vieram por terra e subjugaram-nos durante longos 60 anos. Hoje, a ocupação é mais lenta, mais subtil… Quando nos dermos conta, é tudo deles, orgulhosamente deles. Nada contra Espanha. pelo contrário. Mas esta coisa da Língua!!? Será que nas suas escolas também já está implementado e disponível o português? 

Viva o Português! Quem dera que Durão Barroso, todos os nossos deputados europeus, os nossos jogadores, ajogar no estranjeiro… interviessem sempre em português! Estariam a promover a nossa nobre língua e, com ela, a nossa cultura, os nossos princípios identitários, a nossa História…

Parabéns, Mourinho. Finalmente, em Português!

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Famílias Ciganas “de Grijó” são notícia no JN

Segundo notícia do JN do dia 29 de Setembro de 2010, a construção da VL5 vai correr com famílias ciganas, sem alternativa. De acordo com Natacha Palma, autora da notícia, “Hoje, são 11 as famílias que vivem no acampamento da Feiteira, encurraladas entre a Rua das Casas Queimadas e a rede protecção da A1. Vivem numa beira de estrada, com luz puxada de um poste e água cedida a balde por uma empresa vizinha. O mato serve de quarto de banho” Acrescente-se que, em terras grijoenses, há mais três acampamentos ilegais à espera de solução.

In JN de 29/09/2010. Autoria: Fernando Timóteo/Global Imagens

Foto: Fernando Timóteo/Global Imagens, in JN de 29-09-2010

Apesar do prometido desmantelamento do acampamento da Feiteira, a verdade é que, refere-se, “Ainda assim, é com afinco que Adolfo Maia e outros homens da comunidade constroem uma casa para o mais recente casal da comunidade”. Ele de 16 anos, ela de 15 que, “Agora têm de ter o seu próprio tecto”.

Comentando este episódio, nas páginas do JN on-line, alguém refere: “(…) Notem: já tem licença de habitabilidade, todas as vistorias, gás, Edp e águas? Está inscrita nas finanças com respectiva caderneta predial, conservatória do registo predial? S/empréstimo bancário, foi tudo pago no acto: receberam o arquitecto, o engenheiro da obra e o construtor civil que tem alvará na câmara. Tudo nos trinques! Está isenta de IMI nos próximos dez anos a contar da presente data. O casal vai trocar o BI, por c.c., para terem data de nascimento anterior a 1994, e registarem simultaneamente o casamento (…)”.

Um outro leitor, identificado por “ManuelM”, acrescenta: “Como se admite que numa cidade que se diz “europeia” e avançada, ainda existam bairros de lata, com electricidade roubada de um poste e a colocar em risco a salubridade pública? Isto aqui não tem que ver com ciganos… Então não há PSP, GNR nem Polícia Municipal em Gaia? Não há fiscais da construção? Não há departamento de salubridade? Não há habitação social? (…)”

O problema é de tal modo relevante que, às 16.15 horas, os dados estatísticos da procura da notícia no JN On-line eram os seguintes: 6068 visualizações; 288 comentários; 5 envios e 16 impressões. Palavras para quê?

Ver artigo completo em: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1673466

José Manuel Couto

AMBIENTE INSÓLITO na “Assembleia de Freguesia” de Grijó

Estive lá, mais uma vez, no passado dia 17 de Setembro. Apenas cerca de meia hora e já depois da meia-noite. Vi mais do mesmo, cada vez pior. Uma Assembleia que não é digna desse nome. Mas não sei que nome lhe haveria de atribuir. Marasmo, confusão, incumprimentos legais/regimentares vários, um caos. Troca de acusações, provocações e impropérios, linguagem grosseira e insultuosa, na boca de um Presidente de Junta e de consórcios seus, que nem em locais onde tal seria normal acontecer. Reis e senhores contra tudo e contra todos. Indisciplina total. Um clima de ressabiamento e ameaçadora vingança, sempre com os olhos no passado, em vez do presente e do futuro. Apesar do esforço de rigor, seriedade e profissionalismo na abordagem das diferentes matérias e documentos, nomeadamente por parte dos elementos do PS, e de escassos outros, não se consegue moralizar este órgão. Uma bancada afecta ao executivo amorfa, impreparada, de meros e meras figurantes, que ali caíram por acaso. Prepararam-se para defender os interesses da Freguesia? Não! Estudaram a documentação em análise? Não? Intervêm criticamente? Não! Limitam-se a esboçar rasgados sorrisos, às vezes gargalhadas, face aos disparates de alguns. Um verdadeiro circo. Uma espécie de festa a que até acorre algum público, desejoso de ver a banda a tocar no coreto, mas muito desafinada. E a essa hora o povo dorme, numa letargia que conduz a consequências catastróficas para a nossa Vila. Um desgoverno total, com membros do executivo, acabados de chegar, comodamente instalados, sem dados para apresentar com rigor, sem perceberem nada de nada, espaldados, apenas, pelo órgão que integram, em abstracto, no maior laxismo. Governar um território exige preparação técnica e humana. Exige, sobretudo, sentido de ver e civismo, grande capacidade de altruísmo. Uma Junta de Freguesia não pode ser um brinquedo na mão de crianças adultas. Fala-se da Assembleia de Freguesia por todo o lado, em Vila Nova de Gaia. Um cenário insólito. Muito triste.

Por mais participações para o tribunal administrativo do Porto, para a Inspecção Geral da Administração Local (IGAL) e outros departamentos, tudo se mantém numa aparente e anormal impunidade. E, entretanto, vamos ficando cada vez mais empobrecidos e esquecidos, no que respeita a Saúde, estradas, sinalização, limpeza e asseio de espaços públicos, lazer e bem-estar, etc. Em todas as frentes. Reafirmo a convicção de que longos anos de governo cansam, desgastam, mas deveriam ter promovido aprendizagem e progressão, o que não acontece. Esses longos anos geraram, sem retorno, acomodação, laxismo, um certo auto-endeusamento, uma autoconfiança desmedida e vazia de sentido, impunidade. Que mal vamos nós numa terra sem governo. Pelo menos ao nível da Assembleia de Freguesia, ainda se está a tempo de arrepiar caminho. Cumpra-se o regimento, quanto à gestão de tempos, moderem-se intervenções, exija-se de um executivo que se mantenha no seu papel legal, lembrando que a Assembleia é dos que para ela fora democraticamente eleitos e que o executivo está ali, órgão diferente, apenas para esclarecer, prestar informações e usar da palavra quando para isso for superiormente autorizado. Não intervir a torto e a direito, “mandar bocas”, interromper membros da assembleia no uso da palavra, desautorizar a Presidente da Assembleia, desrespeitar deliberações… numa catadupa de atropelos de gente impreparada e desrespeitosa da coisa pública. E, entretanto, o povo dorme. Por medo de retaliações ou por comodismo? Basta-lhe encenações teatrais e o aparente porreirismo presidencial, disseminado sem limites de café em café e nas esquinas na freguesia, sempre de olhos fechados, porque não vê buracos, paralelos levantados, árvores caídas, lixo amontoado…

José Manuel Couto

Texto publicado em http://www.vozdegrijo.com/


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