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Falar Português… orgulhosa-mente

Na semana passada, a imprensa lusa dava enorme ênfase ao facto de, eleito o melhor treinador do Mundo, José Mourinho ter falado em Português. De facto, é para celebrar! Um orgulho!

Havia mesmo quem afirmasse que esta foi uma das lições que o técnico português aprendeu com os espanhóis: o falar na próprio língua, sem a preocupação de mostrar dotes poliglóticos. 

Anda o Instituto Camões, outras instituições, tantos professores, o próprio Presidente da república, nas suas viagens, a fazer a apologia da Língua portuguesa e vêm estas celebridades, sempre presentes nos média, com incomensurável projecção mundial, falar na língua (às vezes desastrosamente) do país em que se encontram. Porquê? Porque não falam sempre em português? Não seria esta uma forma sublime de divulgar a sonoridade, a palavra, a nossa belíssima Língua?

Depois, admiram-se de os jovens se afastarem cada vez mais da LP e de preferirem o inglês e, agora, o espanhol, que já tem honras de ensino nas nossas escolas. Uma forma de paulatinamente, gota a gota, a somar à disseminação de lojas de empresas espanholas, por tudo quanto é canto – só lhes ganham as chinesas… – ir moldando cabeças, línguas e costumes ao ritmo dos nossos vizinhos.  Os Filipes, vieram por terra e subjugaram-nos durante longos 60 anos. Hoje, a ocupação é mais lenta, mais subtil… Quando nos dermos conta, é tudo deles, orgulhosamente deles. Nada contra Espanha. pelo contrário. Mas esta coisa da Língua!!? Será que nas suas escolas também já está implementado e disponível o português? 

Viva o Português! Quem dera que Durão Barroso, todos os nossos deputados europeus, os nossos jogadores, ajogar no estranjeiro… interviessem sempre em português! Estariam a promover a nossa nobre língua e, com ela, a nossa cultura, os nossos princípios identitários, a nossa História…

Parabéns, Mourinho. Finalmente, em Português!

O “Jornal de Grijó”… ou… talvez não!

Tenho traçado rasgados elogios à imprensa regional, neste e noutros espaços, em suporte papel e digital. Do meu ponto de vista, este tipo de imprensa é fundamental para dar voz e visibilidade ao que de maior ou menor relevância vai acontecendo em pequenas cidades, vilas ou aldeias. Exige-se, contudo, atenção ao pormenor, ao genuíno e diferente, àquilo que não teria nunca qualquer expressão na imprensa com maiores dimensões. Exige-se, ainda, isenção, tolerância e respeito pelo diferente.

No “Estatuto Editorial”, disponível à data de hoje em http://jornaldegrijo.com/sobre-o-jornal-de-grijo.html, pode ler-se que o JG “Existe para servir os leitores e para lhes ser útil na tomada de decisões profissionais e pessoais e é exclusivamente com eles que estabelece esse compromisso”.

Rasgamos alguns elogios à nova dinâmica aparentemente impressa ao “Jornal de Grijó”, agora exclusivamente em suporte digital, com as inerentes vantagens e desvantagens.   Em 29-08-2008, a propósito da publicação do “Estatuto Editorial”, comentava: “Concordo plenamente com os princípios enunciados no “estatuto editorial”. Depois de um período de enorme letargia, aguardava-se, de facto, o ressuscitar do JG. Grijó precisa desta voz, mas plural e isenta. Sublinho, plural e isenta. Um espaço que dê a voz a todos os Grijoenses, não apenas aos que na nossa vila secular detêm algum tipo de poder. Falso poder. O verdadeiro poder… tem-no o povo anónimo, que pensa e… decide. Parabéns ao editor e à equipa que com ele colabora”.

Ao contrário do que esperava,  o jornal tem vindo a perder-se Fonte: http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK4818_bussula800.jpgcompletamente, graças ao (des)norte do seu director.  Quando me refiro ao “desnorte”, refiro-me à falta de observação dos princípios mais elementares da deontologia profissional jornalística, nomeadamente o princípio do igual tratamento de cidadãos e factos de interesse público. Quando me refiro ao “norte”, umbilicalmente vinculado aos desnorte, refiro-me à, embora legal, ética e moralmente reprovável colagem do seu mais alto responsável a uma lista candidata à Junta de Freguesia de Grijó. Há muito que o Jornal vinha dando particular destaque ao actual Presidente da Junta. Há muito se verificava que havia especial interesse em seguir os seus passos, de Norte a Sul do País, e deles dar nota, em texto e, sobretudo, com abundantes e expressivas fotografias. Mas nunca me passou pela cabeça que o proprietário de um jornal tivesse o arrojo de candidatar-se a uma Junta de Freguesia, aquela de que devia falar com isenção e independência,  (in)formando a sua população-alvo. Exige-se, pelo menos, que se demita de tais funções e, então sim, siga em frente, no exercício de um direito que lhe assiste.

Que pessoais interesses podem mover um director de um órgão de informação a alistar-se na corrida a uma Junta de Freguesia, entidade a quem tem prestado, aliás, serviços diversos, no ambito da reportagem fotográfica e em serviços gráficos?

Onde está o respeito pelo tal “Estatuto Editorial”?, designadamente:

“- O Jornal de Grijó é independente dos poderes político, económico ou religioso.

– (…).

– O Jornal de Grijó faz do rigor, da seriedade e da honestidade intelectual o seu activo principal. Rejeita o sensacionalismo e o facilitismo na procura e tratamento da informação.

– (…).

– O Jornal de Grijó define as suas prioridades informativas exclusivamente por critérios de interesse público, de relevância e de utilidade da informação e rejeita qualquer tipo de censura ou limitação à liberdade de informar.

– (…).”

Como Grijoense, lamento que o Jornal de Grijó se esteja a converter no “Jornal do Presidente da Junta” e pouco mais.  Não  é desejável, que tal aconteça, até pelo apreço que nutro pelos membros de uma equipa que, ao longo de anos, tem revelado empenho, dedicação e qualidade.

A continuar neste trilho, entendo que a tendência natural é para a queda total do pseudo-jornal de Grijó ou a conversão numa espécie de revista on-line da Junta de Freguesia ou, ainda, a mudança de nome, deixando campo aberto para a verdadeira informação sobre a nossa secular Vila, em todas as frentes e domínios, de forma isenta e desinteressada, melhor, apenas interessada em informar com rigor e a maior abrangência.

Grijó precisa de um veículo de notícias sério, credível, isento, rigoroso…  Pela minha parte, desejo que a tal equipa a que me referi há pouco tenha suficiente força para, contracorrente do seu director, traçar e seguir o rumo que se deseja.

José Manuel Couto

De novo o “JORNAL DE GRIJÓ”

Desde há cerca de dois meses, o Jornal de Grijó (http://www.jornaldegrijo.com/) renovou o seu grafismo. Está agora mais arejado e mais atractivo. Esperemos para ver se cada vez mais aberto e democrático, por contraponto à extinta edição em suporte papel e às primeiras semanas em suporte digital.

Porque exclusivamente on-line, desconhecemos a frequência e o nível de visitas, por parte de grijoenses. Trata-se, contudo, de um meio privilegiado de fonte de conhecimento sobre a Vila de Grijó, de partilha e discussão de ideias, a não perder. Desde que salutar e transparente. Neste aspecto, há ainda muito a fazer, dado que qualquer cibernauta pode aceder ao jornal e comentar livre e anonimamente os artigos ou comentários já ali editados. O anonimato não é construtivo. Questão a resolver por parte da equipa redactorial.

Parabéns ao renovado Jornal de Grijó. Que se mantenha na senda da inovação, da transparência, do rigor e da democraticidade, dando rosto e voz a todas as realidades da freguesia, não apenas às elitistas…

José Manuel Couto


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