Archive for the 'cultura' Category

Grupo do Loureiro (Grijó-V. N. Gaia) completa 37 anos de Vida

O Grupo Recreativo e Cultural do Loureiro, com sede na localidade grijoense, V. N. Gaia, com o mesmo nome, acaba de completar 37 anos de vida. Criado por um grupo de jovens, em vésperas de Abril de 1974, este grupo começou por acolher adolescentes e garantir uma formação humana e espiritual de qualidade, por se converter numa espécie de grupo de encontro, de partilha e desenvolvimento holístico desses mesmos adolescentes, provenientes um pouco de toda a freguesia, com base na experiência e na mestria dos mais velhos, jovens fundadores do grupo.

Depois de algumas peripécias, anos mais tarde, este grupo acabaria por se dividir: uma parte reunia nas vendas de Grijó e, depois em Aldeia Nova; outra no Loureiro. Decorridos 37 anos, mantém-se, apenas, o núcleo originário, que, desde há anos diversificou a sua actividade. Se, no passado, se promoviam reuniões de partilha, música e teatro, hoje o grupo estende a sua actividade ao canto tradicional, às Janeiras, à animação litúrgica, a reuniões de formação espiritual e a actos de solidariedade. Aqui se mantém, ainda, a “Ana Fernanda” Neves, desde as mais remotas origens, membro histórico fundamental na preservação da garantia de continuidade e da identidade do próprio grupo, hoje com órgãos sociais legalmente constituídos.

Ao fim de 37 anos, mantêm-se os laços de amizade originais, entre a maioria daqueles e daquelas que por aqui foram passando e que encontram neste grupo um dos momentos altos das suas vidas, nalguns casos determinante em termos de opções conjugais, profissionais e outras.

Trata-se de um grupo que acolhe, na actualidade, famílias inteiras, desde a mais tenra idade até à velhice: um grupo de cariz familiar, que sabe acolher, que sabe ser solidário e promover a Vida, a todos os níveis.

No passado dia 5 de Março, teve lugar o tradicional jantar-convívio de aniversário. Estavam presentes cerca de 60 pessoas, entre membros do grupo e convidados. Entre estes, encontravam-se presidentes ou representantes dos organismos políticos, sociais e culturais da freguesia. O clima, como sempre, foi de boa-disposição e de festa, em família. Um grupo onde todos se sentem bem, que todos apreciam e estimam. Um grupo que precisa de continuar a ser acarinhado e apoiado por todos os grijoenses, seguindo o seu próprio rumo, longe da subjugação e do servilismo político a que não têm resistido outros grupos da freguesia, a fim de não sofrerem qualquer tipo de retaliação, de, pelo contrário, obterem alguns pseudo subsídios e a simpatia da autarquia local, na sua génese insensível às problemáticas transversais ao reconhecimento, à logística e à sobrevivência deste tipo de grupos, fundamentais para a criação de laços sociais e identitários entre um povo que alguns responsáveis mais procuram dividir que unir.

José Manuel Couto

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Falar Português… orgulhosa-mente

Na semana passada, a imprensa lusa dava enorme ênfase ao facto de, eleito o melhor treinador do Mundo, José Mourinho ter falado em Português. De facto, é para celebrar! Um orgulho!

Havia mesmo quem afirmasse que esta foi uma das lições que o técnico português aprendeu com os espanhóis: o falar na próprio língua, sem a preocupação de mostrar dotes poliglóticos. 

Anda o Instituto Camões, outras instituições, tantos professores, o próprio Presidente da república, nas suas viagens, a fazer a apologia da Língua portuguesa e vêm estas celebridades, sempre presentes nos média, com incomensurável projecção mundial, falar na língua (às vezes desastrosamente) do país em que se encontram. Porquê? Porque não falam sempre em português? Não seria esta uma forma sublime de divulgar a sonoridade, a palavra, a nossa belíssima Língua?

Depois, admiram-se de os jovens se afastarem cada vez mais da LP e de preferirem o inglês e, agora, o espanhol, que já tem honras de ensino nas nossas escolas. Uma forma de paulatinamente, gota a gota, a somar à disseminação de lojas de empresas espanholas, por tudo quanto é canto – só lhes ganham as chinesas… – ir moldando cabeças, línguas e costumes ao ritmo dos nossos vizinhos.  Os Filipes, vieram por terra e subjugaram-nos durante longos 60 anos. Hoje, a ocupação é mais lenta, mais subtil… Quando nos dermos conta, é tudo deles, orgulhosamente deles. Nada contra Espanha. pelo contrário. Mas esta coisa da Língua!!? Será que nas suas escolas também já está implementado e disponível o português? 

Viva o Português! Quem dera que Durão Barroso, todos os nossos deputados europeus, os nossos jogadores, ajogar no estranjeiro… interviessem sempre em português! Estariam a promover a nossa nobre língua e, com ela, a nossa cultura, os nossos princípios identitários, a nossa História…

Parabéns, Mourinho. Finalmente, em Português!

Da Visita Pascal

Vila Nova de Gaia é, quer se queira, quer não, um Concelho ruralizado e paroquializado. Quer isto dizer que, apesar das assimetrias que opõem o centro urbano e um litoral aparentemente desenvolvido, em termos de infra-estruturas viárias e de parque habitacional, a uma extensa interioridade carenciada de quase tudo, prevalece, ainda, uma grande proximidade entre as populações autóctones, que teimam em desafiar qualquer tentativa de globalização e de descaracterização da sua identidade, aos mais diversos níveis.

Uma das tradições desde há muito arraigadas no Concelho, como, aliás, um pouco por todo o Norte do País, e que em muito contribui para a preservação da referida identidade, é a Visita Pascal. Nascida na Idade Média e perpetuada, aqui ou ali, com uma certa dose de inovação e criatividade. Sobretudo para atrair as populações mais jovens. Levada por grupos de homens, ou por equipas mistas, hoje emFoto disponível em: http://2.bp.blogspot.com/_CFXZCsdOH6I/R-u7Rn-O92I/AAAAAAAAAUY/WwT7wvYV3bU/s400/IMG_0618.JPG crescente número, no seio das quais as mulheres se afirmam justamente como mensageiras da ressurreição de Cristo, à semelhança de Maria Madalena, o espírito é sempre o mesmo: anunciar a Boa-Nova de que Cristo ressuscitou e quer habitar em cada casa, em cada coração. Um convite à festa, à alegria, à Vida e à comunhão, lembrando que o todos estamos radicalmente unidos por laços de fraternidade.

Em registo de breve apontamento sobre uma tradição apaixonante, sobre cuja génese e evolução desenvolvi, há alguns anos, um aprofundado estudo, relevo um documento datado de 15 de Agosto de 1764, inscrito em “Alguns usos e costumes da Freguesia de Santa Maria de Gulpilhares – Separata de Douro Litoral, III-IV, 5ª série, de 1953) –, onde pode ler-se que “(…) os fregueses são obrigados a ter a porta aberta, casa varrida, e a ofertarem o que bem lhes parecer segundo a sua generosidade: porém, os lavradores mais honrados sempre ofertam um pão leve, um prato cheio de ovos, uma regueifa e pão de Valongo e uma galinha”. Mais tarde, em 1909, atestando a renovação desta prática, escreve o Padre Cid, abade de Vilar do Paraíso, que sendo o folar em dinheiro, “(…) é uma moeda de prata colocada sobre uma laranja ou uma maçã e está posta numa salva de prata ou prato de louça”. Assim se fazia, lembro, em casa do meu avô paterno, de saudosa memória.

Num tempo de extrema pobreza e de alguma falta de higiene doméstica, mas de uma simplicidade genuína, todos se preocupavam com o folar e com o exigido asseio, naquilo que se instituiu como “a limpeza da Páscoa”.

Os tempos mudaram. Hoje, regra geral, as casas estão naturalmente asseadas. Prima o conforto e o bem-estar. Talvez falte, isso sim, a genuidade originária, o espírito de solidariedade, de partilha e comunhão, o espírito que boa-vizinhança que, em muitas localidades, levava outrora vizinhos desavindos, ou não, a, neste dia, esbaterem todo o tipo de conflitos e a visitarem-se mutuante, engrossando o grupo compassante, convivendo em salutar alegria, comendo e bebendo em prol da amizade reatada ou consolidada.

A Páscoa é mesmo isto. É sobretudo isto. A casa interior arejada e asseada. Um coração aberto ao Outro, rostos felizes, espelhos da fé em Cristo Ressuscitado.

Vila Nova de Gaia é, quer se queira, quer não, um Concelho ruralizado e paroquializado. Basta percorrer as ruas do interior do Concelho em Dia de Páscoa, para se perceber do imperioso que é preservar criativamente uma tradição que une, alenta e projecta para a dimensão da fé, em primeiro plano e, consequentemente, para a comunhão, a partilha e a felicidade, esse verdadeiro folar que todos almejamos. Em Vila Nova de Gaia, a visita Pascal ainda é, na generalidade, uma extraordinária marca identitária a defender e potenciar. A concluir, “Páscoa na Aldeia” do amarantino Teixeira de Pascoaes (1877-1952):

 

Minha aldeia na Páscoa…
Infância, mês de Abril!
Manhã primaveril!
A velha igreja.
Entre as árvores alveja,
Alegre e rumorosa
De povo, luzes, flores…
E, na penumbra dos altares cor-de-rosa .
Rasgados pelo sol os negros véus.
Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores.
Ressurreição de Deus! (…)
Em pleno azul, erguida
Entre a verde folhagem das uveiras.
Rebrilha a cruz de prata florescida…
Na igreja antiga a rir seu branco riso de cal.
Ébrias de cor, tremulam as bandeiras…
Vede! Jesus lá vai, ao sol de Portugal!
Ei-lo que entra contente nos casais;
E, com amor, visita as rústicas choupanas.
É ele, esse que trouxe aos míseros mortais
As grandes alegrias sobre-humanas.
Lá vai, lá vai, por íngremes caminhos!
Linda manhã, canções de passarinhos!
A campainha toca: Aleluia! Aleluia! (…)
Velhos trabalhadores, por quem sofreu Jesus.
E mães, acalentando os filhos no regaço.
Esperam o COMPASSO…
E, ajoelhando com séria devoção.
Beijam os pés da Cruz.

José Manuel Couto

Publicado no Jornal “Audiência” no dia 15 de Abril 2009

À Poesia

Ontem, dia 21 de Março, celebrou-se o dia internacional da poesia (como se a poesia tivesse dia e hora marcados para irromper das incandescentes trevas do podero criador do Homem). 

Ontem ouviu-se poesia e lembrou-se, acima de tudo, que

Fazer Poesia
é
bordar a Vida
com
as linhas do coração
e
as cores
dos sentimentos
e das emoções…
JMC

Primavera

Acordou a Primavera
com seus olhos de Sol nascente
e despertou em mim a esperança
de Ser
flor silvestre em campo aberto
beijo de andorinha ao romper da aurora
pássaro novo a entoar doces melodias de encantar
borboleta cor de mar e de aventura
de Ser
criança que brinca na ilusão do tempo
arco-íris feiticeiro que transforma
a noite
a invernia
em festa, em alegria
Despontou a Primavera
e acordou em mim a esperança
de Ser
… simplesmente!
 JMC

ESCOLA E.B. 2/3 DE GRIJÓ INTEGRA PROJECTO INTERNACIONAL

Fazendo jus ao dinamismo pedagógico e cultural que caracteriza a escola E.B. 2/3 de Grijó, esta escola acaba de desenvolver mais uma iniciativa de relevo nacional e internacional, sob a coordenação das professoras Margarida Fontoura e Rosa Rocha. Trata-se do encontro de alunos, no âmbito do Projecto Comenius, que visa, não apenas, reforçar a qualidade e a dimensão pedagógica, cultural e educativa europeia, como promover a aprendizagem de línguas e a consciência intercultural. Trata-se de um projecto Multilateral, com a duração de dois anos, financiado com o apoio da Comissão Europeia, que, neste caso, integra quatro escolas europeias: a E.B. 2/3 de Grijó; o Collège Georges Clemenceau – Cerizay, França; a Belvárosi Általanos Iskola és Gimnazium – Békéscsaba, Hungria; a Nikola Ionkov Vaptzarov – Pétrich, Bulgária.

Envolvendo, desta feita, os alunos do 9º ano de escolaridade, o tema desenvolvido foi “A Europa: história, culturas e tradições”. Considerando que o impacto da geografia e da história é determinante no meio cultural e económico das regiões dos quatro países, foram escolhidos seis temas: geografia, tradições, gastronomia (já tratados no ano anterior), sistemas escolares, história e economia, com o objectivo de levar os alunos a abrirem-se para a Europa, numa dimensão cultural e intercultural. A finalidade deste projecto é a realização de um jogo construído em comum, um “Trivial Pursuit” europeu e o reencontro final dos alunos dos quatro países parceiros em torno deste jogo. A língua comum do projecto é o francês.

Este projecto implica também a realização de duas mobilidades para cada país parceiro. No ano anterior, em Abril, os quatro países encontraram-se em Cerizay, França. Durante uma semana, alunos e professores (22 alunos e 3 professoras portugueses) trabalharam no desenvolvimento do projecto, conheceram a região francesa (património cultural, gastronómico…) e conviveram com os colegas parceiros. Em Maio, foi a vez da escola francesa se deslocar à Bulgária. Este ano, durante uma semana, de 7 a 14 de Novembro, foi a vez da escola de Grijó, V. N. de Gaia, receber os colegas e professores húngaros (13 alunos e 5 professores.

Está previsto novo encontro das quatro escolas, para Abril de 2010, na Hungria, a fim de concluírem o produto final. Os temas trabalhados ao longo do ano estão articulados com os projectos curriculares das turmas e os alunos elaboram os seus trabalhos em colaboração com várias disciplinas. Existe uma plataforma comum, para (re)estabelecimento de comunicação e alojamento dos diferentes trabalhos. Assim sendo, quer alunos quer professores estão permanentemente em contacto, através das novas tecnologias (e-mail, Messenger, Skipe, etc.).

Em jeito de avaliação, de referir que, tanto os alunos e professores portugueses/as, como os seus homólogos húngaros, que acabaram de se deslocar a Grijó, consideraram esta experiência muito positiva, sob todos os pontos de vista. Esta colaboração e cooperação revelou-se imprescindível para o desenvolvimento da cidadania europeia, a promoção do uso de línguas estrangeiras e a criação de laços culturais e de amizade que irão perdurar para além do projecto.

Apesar de este ser um projecto desenvolvido pelos alunos do nono ano, acabou por envolver toda a comunidade educativa, pelo que a equipa de professoras responsável pela dinamização do projecto, na E.B. 2/3 de Grijó, aproveita a oportunidade para expressar a sua gratidão a todos/as quantos/as deram o seu contributo para este projecto fosse cumprido na íntegra, excedendo, mesmo, as expectativas iniciais. De relevar o contributos dos membros da Comissão Directiva, dos professores João Sousa e Eduarda Sousa, Artur Vieira, Eunice Couto, Óscar Teixeira, Francisco Neves e Rui Xavier. Um agradecimento especial a todos os Encarregados de Educação, pela disponibilidade e colaboração demonstradas, aquando da recepção e despedida da comitiva húngara. O mesmo se diga relativamente aos Serviços Administrativos e aos Funcionários, especialmente à D. Maria do bufete. Este projecto não seria concretizado sem o apoio, ainda, da Agência Nacional do Programa Sócrates, da Câmara de Gaia, da Junta de Freguesia de Grijó, do pároco da Freguesia, Revº Padre António Coelho, bem como dos alunos intervenientes, que trabalharam com afinco, acreditando na importância do trabalho desenvolvido.

Margarida Fontoura / Rosa Rocha

José Manuel Couto

Publicado no Jornal Audiência de 16/12/2009

Passeios-convívio da 3ª Idade – Ouro sobre Azul

Fonte: http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.cienciapt.net/noticias/imagens/novas/idosos.jpg&imgrefurl=http://www.cienciapt.net/pt/index.php%3Foption%3Dcom_content%26task%3Dview%26id%3D98275%26Itemid%3D279&usg=__OTE71bfFvjuWOs02QoghtqsGxIY=&h=240&w=250&sz=11&hl=pt-PT&start=108&sig2=nIXeKfIniCi6BzECQTdXEQ&um=1&tbnid=bTYQ2WXCMwAqLM:&tbnh=107&tbnw=111&prev=/images%3Fq%3Didosos%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-PT%26rlz%3D1R2SKPB_pt-PTPT332%26sa%3DN%26start%3D90%26um%3D1&ei=cT6eSvOyKpPZ-QbCm7wrOs famosos passeios/convívios da 3ª Idade ou seniores são hoje uma prática em todas ou quase todas as freguesias do nosso Concelho. Estes passeios tornaram-se, assim, uma espécie de tradição ansiosamente aguardada por alguns milhares de pessoas.

Na perspectiva dos mais velhos do Concelho, trata-se, efectivamente, de um dia especial. Apesar de, nos tempos que correm, ser relativamente fácil viajar e conhecer lugares outrora distantes, a verdade é que este é sempre um dia especial: revêem-se amigos e amigas que, no dia-a-dia estão dispersos um pouco por toda a freguesia, convive-se, põem-se conversas em dia e, além do mais, almoça-se serenamente em grande grupo e em clima de festa.

Todos sabemos, contudo, que, para muitos presidentes de junta, não todos, esta é uma oportunidade de ouro para se passearem por entre os idosos convivas, mostrando-se, ia a dizer exibindo-se, e afirmando alguns dos seus interesseiros ideias, na perspectiva de atrair mais uns votos. Alguns destes passeios são, assim, uma espécie de seguro de vida, uma oportunidade para reforçar e conquistar, ou talvez não, algumas simpatias que, espera-se, venham a redundar esmolados votos.

Frequentemente, esta é, igualmente, uma ocasião soberana para conhecer alguns rostos de responsáveis da CâmaraIdosos Municipal. Com eleições à porta, é vê-los a romper sala dentro, amáveis, absolutamente interessados em, também eles, em nome da autarquia, felicitarem potenciais eleitores e eleitoras. Sem ironia, direi que estão no seu direito, claro. Mas… porque não fazem disso uma quase rotina governativa? Por que não aproveitam muitos presidentes de Junta de Freguesia e seus convidados – às vezes não – da edilidade, para mostrarem realmente a sua paixão pelas pessoas mais idosas, ao longo de todo o ano? Por que não apostam numa verdadeira política de acção social, ouvindo, auxiliando, oferecendo reais perspectivas e condições de vida, do ponto de vista da saúde, do alojamento, do lazer, dos passatempos culturais, artísticos, desportivos, recreativos, etc.? Por que razão, mesmo no meio de profunda crise, aparecem sempre milionários euros neste dia? E nos outros dias? Caia o que cair, o passeio faz-se! Por amor aos mais velhos? Diz-me a experiência que valores mais altos se levantam.

Ah! Esclareço hábeis leitores de que sou a favor dos passeios da terceira idade. Sou a favor de um dia bem passado, na presença de amizades (re)visitadas. Mas sou a favor, sobretudo, de muitos dias dedicados amorosamente aos mais velhos, aos mais activos e aos mais debilitados, um amor incondicional, que se traduza em iniciativas sistemáticas. Bem-haja a todas as Juntas de Freguesia que tomam esta iniciativa. Os nossos idosos bem merecem este esforço financeiro.

Quanto aos meus concidadãos mais velhos, que habitualmente usufruem deste direito, um pouco por todo o Concelho, aproveitem enquanto podem. Divirtam-se e sejam felizes. No resto, manda a consciência.  

José Manuel Couto 


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