Assembleia de Freguesia e Executivo da Vila de Grijó tomam posse

Na passada Sexta-feira, dia 30 de Outubro, forma constituídos os dois órgãos políticos da Freguesia de Grijó: a Assembleia e a Junta.

Depois de alguma expectativa, atendendo a que o movimento liderado por Rogério Tavares não obteve a maioria dos votos, necessitando, deste modo, de estabelecer diálogo com um outro movimento pró PSD/CDS e com os membros eleitos pelo PS, graças à intervenção de Luís Filipe Meneses, segundo consta, o actual Presidente da Junta conseguiu, finalmente, numa jogada insólita e inacreditável, o apoio expresso e envergonhado (?) da maioria dos eleitos pelo “Movimento Unidos por Grijó” (MUG). Fala-se em falta de honra e dignidade de parte a parte, e oportunismo “tachista”. Tratou-se de uma jogada que atenta, no mínimo, contra o sentido do voto dos Grijoenses. Vingou, ao que se sabe, e pouco se sabe, porque há jogadas que se fazem no seio de um grupo restrito, quase sob jura do maior silêncio, graças a pressões externas, a que apenas os fracos se vergam, hipotecando e alienando a honra e a dignidade, a sua e a de quem os elegeu para outras lutas, na defesa do desenvolvimento. Quanto a mim, habituado a honrar a palavra, fiquei atónito com estas cedências hipócritas, de quem, afinal, procura não o interesse dos eleitores, mas a defesa dos próprios interesses. Vai mal a política no nosso país. Vai mal a política nas nossas terras, onde falta gente honrada e de palavra, que não venda por preço algum, porque a consciência não tem preço.  

Dá para desanimar e desistir de lutar pela afirmação de valores na política e no exercício de uma cidadania activa. Olhe-se à nossa volta, um pouco por todo o país. Tantos e tantos que governam os destinos dos outros, governando-se em primeira mão. mesmo sujeitos à acção da justiça, por corrupção e suborno comprovados, nada os impede de continuar, teimosamente, a desafiar tudo e todos. 

Por mim, entendo que o PS fez o que tinha a fazer, com verticalidade e sentido de responsabilidade. Face à inoperância e à falta de humidade (política) de Rogério Tavares, propôs uma plataforma de entendimento e de diálogo, viabilizando a constituição da equipa do executivo, mas exigindo que a mesa da Assembleia fosse constituída pelas três forças eleitas. O Presidente não quis amarras, porque teria que ceder aqui ou ali. Habituado ao quero, posso e mando, preferiu recorrer a outros meios: legítimos, mas ética e moralmente reprováveis. E conseguiu. Consegue sempre levar por diante os seus intentos. Duvido, contudo, de que leve por diante um plano sério de desenvolvimento da Freguesia, em todas as frentes. Se nada fez em doze anos, com ventos favoráveis, irá fazer agora, em fim de carreira, ainda mais com tantos oportunistas, uma nova espécie de abutres, à sua volta? Não creio. Mas… Deus queira que sim. Cheira-me que nem Deus nos vai valer.

José Manuel Couto

3 Responses to “Assembleia de Freguesia e Executivo da Vila de Grijó tomam posse”


  1. 1 Bruno Rocha 03/11/2009 às 17:48

    E assim vai a nossa “terrinha”…. e a nossa “gentinha”….

    Abraço

  2. 2 FRANCISCO MANUEL BORGES 05/11/2009 às 10:33

    Não se pode nunca desanimar, esse é o propósito dos oportunistas e falsos sérios, que tudo irão fazer para calar a voz dos que nada temem, daqueles que podem circular sempre de cabeça levantada, dos que não ostentam grandezas, porque são grandes de espirito alma e dignidade. Peço, juntemo-nos, os que não são se deixam impressionar com facilidades, os que sem medo podem e devem dar a esta terra uma nova dimensão. Desiludam-se, os que pensam que este movimento do GRI desapareceu, não ele vai continuar e só Gente, diferente pode inverter a marcha. Unan-se ideias, juntem-se forças e em frente contra os inergume-nos, marchar, marchar. Viva Grijó

    • 3 grijo 05/11/2009 às 14:43

      Estou certo de que não há energia suficiente para lutar contra certas forças mais ou menos ocultas de poder e contra-poder.
      Não vale a pena perder tempo a tentar desmascarar certas situações de dissimulada contaminação infecciosa para a democracia na nossa vila.
      Creio bem que vale a pena, isso sim, lutar pelos interesses dos nossos concidadãos com respeito, tolerância e profundas convicções, assentes no altruísmo, no espírito de serviço e no desenvolvimento. Pode ser que, um dia destes, as pessoas abram os olhos e percebam de que lado desta selva está o lobo mau e o caminho de fuga, rumo a porto seguro.
      JMCouto


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