Desespero total

grijo-brasao

A vitória nas próximas eleições autárquicas em Grijó foi encarada por alguns dos actuais responsáveis da Junta de Freguesia como “favas contadas”. Subestimaram a existência de pessoas na secular Vila de Grijó que pensam, que têm ideias próprias e não hipotecam a sua liberdade.

Em Grijó, alguns começam a adoptar um discurso, um comportamento e atitudes que roçam a fronteira entre  o humanamente plausível e o anedótico. Como é que uma freguesia desta dimensão tem estado há tantos anos nas mãos de pessoas que se comportam como crianças? Que não sabem o que é o diálogo, o tomar decisões colectivamente, o guardar sigilo em decisões fundamentais, até ser realmente possível proceder à sua divulgação? Como é que alguém com tão elevadas responsabilidades pode fazer dos cafés da freguesia o parlatório de eleição? Como é que a freguesia pode chegar ao estado de abandono em que se encontra?

Não são obras de fachada, pré-eleitoralistas que irão remediar o que quer que seja. É tempo de alguns “arrumarem as botas”. Já chega!!! Já provaram o que tinham a provar. E nos últimos anos provaram bem que já não têm nada a dar à freguesia. Só a continuar a receber.  Só não vê quem não quer.

Está na hora de ouvirem a história do queijo. Agora, sim, interessa que em proveito próprio. É só clicar.

Será que a Cãmara Municipal vai pactuar por muito tempo com este estado de coisas? Grijó precisa de ser entregue a gente séria, responsável e trabalhadora, que se preocupe mais com o bem comum do que com a defesa de interesses e projectos pessoais.

Tudo isto faz com que as pessoas desacreditem cada vez mais da política e dos políticos ensimesmados e habituados a viver na opulência, à custa de quem os elegeu. Arrogância e prepotência. Inveja. Hipotecam o futuro dos outros à custa do presente que tomam como seu. Como que apetece instaurar um novo mundo, uma nova ordem cósmica um novo dilúvio que expurgue esta espécie de ratazanas da superfície da terra. Eis Bocage, essa voz irreverente que, do túmulo, ecoa ainda a sua voz àqueles que  vivos da morte são mais mortos que ele, que ainda vive nas sábias palavras que nos deixou:

Liberdade onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia
Porque (triste de mim!), porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?

Da santa redenção é vinda a Hora
A esta parte do mundo, que desmaia.
Oh!,venha… Oh!, venha e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!

Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.

Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória ,e tudo,
Mãe do génio e prazer, ó Liberdade!

Palavras para quê?

José Manuel Couto

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