Arquivo de Abril, 2008

25 de Abril 2008

 

ABRIL

 

Onde estão os dias prometidos,

A liberdade sonhada?

Tantas tristezas, tantos enganos

Tantas promessas falhadas.

 

 

Corramos atrás do tempo

                                                                        Ausente,

                                                                        À procura de quem queira

                                                                        (re) inventar Abril.

JMC

 

13º Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor – 23 de Abril

 

Mensagem do Director Geral da UNESCO

Sr. Koichiro Matsuura

23 de Abril de 2008

Desde 1996, 23 de Abril, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor associa milhões de pessoas, em mais de uma centena de países tanto do Sul como do Norte, na celebração solene das múltiplas funções do livro na vida das sociedades humanas e convidando-as a reflectir sobre o papel do direito de autor que lhe está associado.

Em 2008, este acontecimento constitui uma nova oportunidade para os decisores políticos, os agentes económicos e os protagonistas da sociedade civil para que prestem homenagem, cada um na sua área, a esse instrumento singular da cultura, da educação, da participação, da comunicação e do entretenimento que é o livro.

O livro contribui para construir e manter o tecido educativo, cultural e económico das nossas sociedades e desempenha papéis múltiplos e fundamentais.

Obra do génio humano protegida pelo direito de autor, que alimenta o património imaterial da humanidade, o livro é ao mesmo tempo uma mercadoria e essa dualidade tem sido posta em evidência e analisada em diversas ocasiões. Daí que o livro seja o eixo de toda uma cadeia de actividades e profissões geradoras de “mais valias/retornos” e uma componente importante do desenvolvimento económico.

O facto da Assembleia Geral das Nações Unidas ter proclamado 2008 Ano Internacional das Línguas convida-nos a examinar outra dimensão do livro, complementar das precedentes: a dimensão linguística da edição.

O livro é, com efeito, um meio de expressão que vive pela língua e na língua. Cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num dado quadro linguístico. Ao escolher a sua língua, o autor selecciona também os seus leitores, que deverão ser capazes de o compreender. A tradução permite estabelecer pontes linguísticas que trarão novos livros e novos leitores.

Sempre que uma língua não tem acesso ao mundo fica excluída, ao mesmo tempo que os seus falantes, a uma grande parte da vida intelectual e da actividade económica da sociedade. Daí a importância do desenvolvimento do multilinguismo por via da tradução.

No momento em que a proclamação do Ano Internacional das Línguas coloca em primeiro plano a questão das línguas e do multilinguismo na agenda internacional, é, mais do que nunca, essencial reflectir no futuro do livro enquanto veículo de expressão e de reconhecimento linguístico.

Neste contexto, é urgente abrir o mais possível às línguas o acesso à edição, afim de promover a troca de livros e conteúdos editoriais e, por conseguinte, a “livre circulação das ideias por meio da palavra e da imagem” como proclama a Constituição da UNESCO.

Neste décimo terceiro “Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor”, convido solenemente todos os Estados Membros, associados e amigos da UNESCO a que nos acompanhem na reflexão e na acção, para que o lugar do livro e da leitura sejam plenamente reconhecidos para benefício de um mundo capaz de reivindicar, na teoria como na prática, um plurilinguismo autêntico.

 

(Publicado por JMC)

Parabéns ADGrijó – 48 anos

No passado Sábado, dia 19 de Abril, teve lugar mais um jantar comemorativo do 48º aniversário da Associação Desportiva de Grijó, vulgo “do Grijó” (data de fundação: 12 de Março de 1960).

Na sala de um restaurante local estavam cerca de trezentas e cinquenta pessoas reunidas em clima de festa. Muitas apenas ligadas afectivamente ao PSD, liderado pelo actual presidente da direcção do clube, dado que não costumam acompanhar o clube nas suas lides desportivas.

Na mesa de honra estavam o representante da União de Clubes de V. N. de Gaia, o Presidente da Junta local, o Presidente da Assembleia de Freguesia, o pároco da freguesia, bem os representantes da edilidade gaiense – César de Oliveira, Guilherme Aguiar e o próprio Presidente da Câmara, Filipe Menezes.

A intervenção do Sr. Presidente da Assembleia foi breve e, aparentemente, pacífica, não deixando, contudo, de, em jeito de remate, afirmar que “Quanto à novela complexo desportivo de Grijó, há que aguardar para ver quem e como escreverá os próximos capítulos”.

Convidado a tomar a palavra, logo de seguida, o Sr. Presidente da Junta teceu os mais rasgados encómios à actividade da edilidade, na pessoa do seu presidente, relembrando as obras mais significativas desenvolvidas em Grijó nos últimos 10 anos. Revelando uma profunda ligação afectiva ao Dr. Menezes, mostrou-se muito pesaroso e solidário com o actual presidente da Câmara e líder do PSD nacional. Disse compreender hoje o que é sentir na pele a traição. Não dos de fora, mas dos de dentro, dos próprios amigos.

Não sabemos a quem se referia, mas ficamos a pensar.

Será que os tais amigos são aqueles que não embarcam em tudo, que são críticos, que não alienam as suas ideias e, sobretudo, não alimentam outros sonhos que não seja o real desenvolvimento da freguesia?

Será que se referia a alguém em concreto, talvez alguém que mostrou desagrado e não pactuou com a adesão incondicional do Presidente da Junta às políticas da Câmara para a freguesia, traindo, assim, o voto de confiança dos eleitores, que nele votaram enquanto cabeça de lista pelo PS?

Será que anda desgastado com a pressão da própria consciência, consequência do desnorte em que anda o PSD nacional ou com as lutas entre os gladiadores internos à própria Câmara?

A verdade é que ficaram em nós muitas interrogações, para as quais vislumbramos várias possibilidades que, a seu tempo, serão – ou não – confirmadas.

Parece-nos, contudo, que, em dia de festa, se deve homenagear e felicitar o anfitrião, sem mais. Campanha eleitoral é outra coisa.

O Sr. Presidente da Câmara, mais sensato, apesar de tudo, interveio no tom esperado, elucidando os presentes sobre o que, de facto, tem motivado sucessivos atrasos na construção do já cansativo complexo desportivo de Grijó.

Aguardemos para ver.

Quanto ao Grijó, parabéns à actual Direcção, às anteriores direcções, aos seus fundadores e à massa associativa que acompanhou o clube em mais uma subida de divisão.

JMC

 

O País está de rastos

Ao consultar os jornais do dia de hoje, um chuvoso 19 de Abril, fica-se com uma imagem nítida do nosso país. Droga (muita… interceptada na VCI, no Porto, ou mesmo no carro de um advogado de um caso mediático); violência nas escolas (entre alunos e agressões a professores – mais professoras que professores); o Boavista a fechar portas depois de mais uma tentativa de fraude (por Sérgio Silva), bem estudada e escudada; o maior partido da oposição a perfilar na frente de ataque os seus mais “ferozes gladiadores”; o desemprego a subir escandalosamente; os jovens a partirem à aventura e a procurarem um sentido para a vida fora de portas; o líder do governo regional da Madeira, João Jardim, a gozar com tudo e todos, apelidando de “bando de loucos” a oposição; etc. etc.

Enquanto isso, o Sr. Presidente da República passeia-se serena e silenciosamente pelo reino das bananas, sob “direito de reserva”, não se pronunciando claramente sobre tudo o que se está a passar. Pergunto-me: mesmo sem reagir a quente, até porque está rodeado de ilustres conselheiros e assessores, não tem o Sr. Presidente que denunciar abertamente aquilo que de grave se passa no país ou, melhor, de accionar as medidas mais convenientes para enfrentar a grave situação em que se encontra Portugal? Gosto de Cavaco e Silva. Tenho-o por homem honesto, recto, bem intencionado, equilibrado… Mas não se pode continuar a pactuar, ainda que por omissão, com este estado de coisas.

Como é que o/a comum dos/as cidadãos/ãs não há-de virar costas aos políticos e à política se não pode confiar em ninguém, se é quem mais se atropela para esgravatar onde pode, a ver se encontra algum tesouro que o/a engorde para o resto da vida, nem que seja com chorudas pensões vitalícias???

O país está de rastos. Quem deita a mão a isto? Se os políticos eleitos para o fazerem não assumem as suas responsabilidades, apesar de todas as mordomias, durante e depois de tanta irresponsabilidade, quem o poderá fazer?

Não estou deprimido, não. Estou, isso sim, como a maioria dos portugueses, desiludido com tanto maquiavelismo.

Chove copiosamente nesta manhã de Sábado. Quando se vislumbrará o Sol da esperança e da prosperidade? Para todos.

JMC

 

A propósito de Vanessa Fernandes

No dia 16 de Maio de 2007, deixávamos no blog do Dr. Menezes o seguinte comentário sobre os elogios do Dr. Menezes a mais uma vitória de Vanessa Fernandes:  (este e outros comentários nunca foram mostrados no referido blog. Porquê?)

Parabéns à nossa “tricampeã”, que vem consolidando o seu nome, o nome do nosso país e o de V. N. de Gaia no panorama desportivo internacional. Parabéns aos seus pais, particularmente ao Venceslau pelo apoio incansável. Grandes lutadores. Gente de Gaia.

 

Mas… é fácil dar os parabéns depois da vitória. Difícil é criar as condições indispensáveis para que outros e outras jovens possam praticar os mais variados desportos, de forma livre, por mero prazer ou mesmo para fins competitivos.

 

Neste domínio, Gaia está longe, muito longe de ser um exemplo. Repare-se nos “complexos” desportivos, cuja construção está agendada há anos, comprometendo, assim, o desejável e necessário desenvolvimento de tantas crianças; comprometendo o bem-estar pessoal e familiar, a saúde, o equilíbrio psicomotor, a socialização, etc.

 

Sr. Presidente,

Vale a pena felicitar a Vanessa. Mas vale, igualmente, a pena “arregaçar as mangas” e envidar todos os esforços, mesmo que à custa de algumas mordomias, para investir na formação harmoniosa de milhares de crianças e jovens gaienses. À semelhança do que acontece noutros domínios da esfera social gaiense, também nisto temos que ser exemplares.

 

Repare-se na forma como cresce o tecido urbanístico de Gaia, com manchas enormes de construção sem a preocupação de salvaguardar espaços condignos de recreio infanto-juvenil. Perto de casa, na área de habitação e convivência social. Não a quilómetros, na orla marítima (excelente, diga-se), no Parque da Lavandeira, ou noutros espaços do género. Perto de casa. Ali mesmo ao lado, onde se cresce…

 

Tenho a certeza de que o Sr. Presidente deseja o melhor para Gaia. Mas também tenho a certeza de que é preciso fazer mais e, sobretudo, mais rápido, sem tanta burocracia.

 

O Concidadão

JMC

A propósito das críticas de Menezes a Rebelo de Sousa

No dia 6 de Junho do passado ano, comentávamos assim a crítica do Dr. Menezes [a Marcelo Rebelo de Sousa], em “Nascido para vencer III”, artigo que publicava no “seu” extinto blog.

 

Excelente nota. À portuguesa, de olhos nos olhos, cortando a direito. Gosto. De facto, Sr. Presidente, partilho da sua opinião. O que não falta, em Portugal, são incubadoras, mas sempre para os mesmos… E quando as crianças vingam, é só conspiração, inveja, maledicência…

 

Lamentavelmente, hoje, como ontem, assiste-se a uma crescente apatia, mais do que acomodação, do povo português à vida político-partidária em geral. O curioso é que, se por um lado incomoda, em determinados momentos, por outro até dá um cero jeito noutras situações. Quantos menos na piscina, melhor! Há mais água, mais espaço, mais oxigénio… para quem lá anda, claro, que os “seguranças” da censura subtil e ardilosa não deixam entrar quem não for convidado!

 

E assim gira a vida neste contraditório carrossel.

 

Também não gosto de “missas laicas”, mas a verdade é que não faltam por aí excelentes pregadores. O tal “oráculo” tem a vantagem de ter canal aberto uma vez por semana. E lá vai pregando para quem o quiser ouvir, mas, que se saiba, ainda não acertou no euromilhões. Muita conversa. Privilégios de quem teve sorte na incubadora, na original.

 

Contudo, nesta brevíssima reflexão, não posso deixar de me interrogar: se fosse dada a mesma oportunidade a outros pregadores da nossa catedral, o que fariam? Virariam costas?

 

Concordo em absoluto com o Sr. Presidente: vivam os “gatos fedorentos”!

 

Sinceramente, parabéns pela crítica mordaz e pela permanente consciência crítica.

 

Por Gaia, de pé!

 

 

O concidadão

JMC

 

Breves considerações sobre o “Jornal de Grijó”

Há alguns anos, pela mão de uma empresa da área da comunicação, nascia em Grijó um Jornal, em suporte papel.  A intenção era a melhor: dar visibilidade à freguesia, noticiar todas as áreas da sua vida. Inicialmente aderiram algumas largas dezenas de assinantes. Mas… pouco a pouco esvaneceu.  

Adquirido por um particular, tornou-se, progressivamente, num jornal pessoal, sem critérios editoriais claros e, sobretudo, que abrangessem todas as áreas da vida da secular Vila de Grijó. Poder-se-ia chamar, agora, “O Jornal da Amigalhada”. Perdeu interesse. Ninguém se revê nele. Pena. Com cerca de 10.000 habitantes, com uma vida associativa, escolar e empresarial pujantes, precisávamos de mais e melhor.

Hoje, o Jornal existe apenas em suporte informático (www.jornaldegrijo.com). Poucos o lêem, não apenas porque nem todos possuem os meios tecnológicos indispensáveis e acesso à Internet, mas, igualmente, porque não traduz minimamente o pulsar do coração dos grijoenses. Isto apesar dos esforços do seu Director, jornalista Vítor Marques, cuja “autonomia” está confiscada.

Que bom seria continuar a podermos usufruir de um jornal, em suporte papel, que espelhasse efectivamente a vida real da Freguesia, em todas as frentes: das colectividades, das empresas, das escolas… dos pensadores e actores da vida política e social da Vila, da própria actividade paroquial, livremente, sem pressões de outra índole.

Amigo Ferreira, há tanto para dizer sobre Grijó!!! Muitos dos artigos e fotos a publicar poderiam mesmo ser da autoria de pessoas de diferentes lugares da freguesia, de alunos das escolas, de jovens da freguesia que, certamente, conservam, ainda, um olhar bem mais fresco e crítico do que alguns rotineiros articulistas.

Fica o repto.

JMC

Demissão de Filipe Menezes

Acabamos de receber a notícia de que Filipe Menezes se demitiu da liderança do PSD. Não resistiu às pressões internas, lançadas por Capucho, Aguiar Branco e outros. Curiosamente, logo a seguir à entrevista de António Borges, na RTP1.

Segundo o Jornal SOL (17-4-2008, 22.h), Menezes dz ter sofrido «uma oposição interna diária». Em tom directo, acrescenta: “Não consegui vencer as contrariedades, assumo a responsabilidade».

Nada que não se esperasse. Mas não já. Manda a tradição que se aqueça o lugar, se vá à luta, de frente, quando se tem a certeza de se ser uma mais-valia para o partido e para o país. Mas não é o caso. Menezes mostra, assim, não ter capacidade para resistir a pressões internas (e externas), não ter a capacidade que Marques Mendes teve de resistir durante anos aos duros ataques desferidos por Menezes, não ”diariamente”, mas ao minuto, na tentativa de desgaste e “assalto” ao poder.

Mendes deve estar a rir-se de contentamento e a receber centenas de chamadas telefónicas. Cedo de mais. Mas, diz o povo “cada um tem o que merece”.

Quando nem em nossa casa gostam de nós, estamos muito mal. Gaia também começa a acordar. Basta ouvir o que se diz à nossa volta, nas ruas, nos cafés, etc. A gente simples, que essa é que vale.

Dará para sentir minimamente o que fez ao “grande” Marques Mendes?

Embora a outro nível, sucedeu o mesmo a Santana, que queria, a todo o custo, sentar-se na cadeira de 1º ministro. Por coincidência, também só lá esteve durante seis sofrídos (mais para nós que para ele) meses.

Não tenho nada de pessoal contra o Dr. Menezes. Considero ser um homem inteligente e genuinamente emotivo. Votei nele, nos seus começos auspiciosos, antes de cair na rotina, no enredo da obsessão do poder pelo poder. Mas o povo não é cego: quando alguém quer o poder pelo poder, não tem outro destino, demore o tempo que demorar.

E agora?

Haverá Congresso dentro de cerca de um mês. Alguém há-de assumir o lugar precocemente abandonado.

Por mim, gostaria que Menezes se candidatasse de novo e que reconquistasse o lugar, a fim de podermos arejar um pouco a cidade de Gaia, tão endividada e com tanta obra por fazer, do ponto de vista humano: educação, saúde, segurança, emprego, associativismo, etc. É que a reconquista do lugar significa, certamente, a sua retirada para umas férias grandes no Outono do próximo ano.

E agora?

Esperemos que o povo saiba acolhê-lo nas próximas eleições como o Porto acolheu Fernando Gomes. Quem fez de Gaia um trampolim para a concretização de sonhos pessoais, abandonando os munícipes e entregando as grandes decisões a outros que vêm na boleia, merece apenas que o povo diga: basta.

Os gaienses são bons de mais para servirem de escadote para quem quer que seja. Certamente que esta é uma lição para outros que também se perfilam nos “corredores do poder” com a mesma filosofia do Mestre que acusava de Marques de não ter estratégia de oposição ao governo. Menezes nem tempo teve para pensar nisso.

Esta decisão deve ter estragado muitos dos planos do Dr. Marco António Costa, para quem o “correr do poder” se apresentava sem aparentes curvas nem desvios. O seu GPS há-de ajudá-lo a redefinir outro itinerário. Aguardemos para ver se não lhe indica mais alguma ravina.

O mesmo se diga relativamente aos sonhos de alguns presidentes de junta de Gaia que, desviando ou tendo sido desviados da rota traçada, com falinhas mansas, foram entrando na mesma carruagem e… agora… devem estar a olhar uns para os outros, atónitos, desesperadamente à espera de melhores dias.

Até lá, o povo vai pagando a factura…

Boas férias, que “enquanto o pau vai e vem, descansam as costas”.

 JMC

Desespero

Há muito que se vem falando de divisões e pressões internas na Câmara de Gaia. Há pessoas que têm o dom de dividir para reinar. Contudo, dentro do próprio PSD há muitas vozes ajuizadas, de peso, que começam a levantar-se e a dizer o que pensam, doa a quem doer. Saberão do que e de quem falam, melhor que qualquer outra pessoa.

Basta ver o que tem dito António Capucho acerca do actual líder do PSD e, diz-se, ainda Presidente da Câmara de Gaia, onde começa a enfrentar vozes dissonantes, que começam, agora a cordar, desesperadas…

É sempre assim, quando o que interessa é o poder pelo poder, dê para onde der. Estes senhores não sabem fazer mais nada na vida? Alguns deles nunca trabalharam a sério, para saberem o que é ter que lutar para auferir um vencimento ao fim do mês, sem quaisquer mordomias. E ter que pagar telefone, automóvel, consertos nas oficinas, combustível…

Também foram predestinados por Deus, como Salazar, para governar os outros com as suas “ideias”???

Por isso resistem à limitação de número de mandatos. Veja-se o que se passa no reino das bananas, na Madeira. A escola é sempre a mesma.

Estes senhores deviam viver uns meses com um mísero salário de uma pessoa comum (e inerentes despesas) e veriam que não lhes sobrava tempo nem disposição para fantasiar à custa do dinheiro e do sacrifício dos outros, neste caso dos gaienses.

Em Gaia, queremos gente que não sonhe ou tenha sonhado com o poder. Esses cairão nas mãos de quem lá os pôs. Queremos, isso sim, gente de residente em Gaia, que sinta a cidade como sua, que se identifique com a sua cultura própria, e, no exercício de uma cidadania plena e responsável, tudo faça pela promoção deste que é o 3º maior Concelho do país.

O Dr. Menezes fez obra, é certo. Mas endividou por muitas décadas os gaienses. Não custa nada fazer obras em casa dos outros, contraindo dívidas em seu nome. Por favor, senhores, entendam-se, aluguem um autocarro e vão de vez percorrer o país à procura de pouso melhor. Por que não nas Berlengas? Mas vão devagarinho, para demorarem muito tempo.

Já chega de ditadura, falsas promessas e repressão.
Ainda não reparam que o povo tem mais que fazer? Que tem de trabalhar, a sério? É que nem todos podem fazer da vida um “corredor do poder”.
JMC

Perigosas Teias

Neste momento, os “gestores” da Câmara de Gaia vivem profunda e inconscientemente mergulhados na própria trama que teceram: a trama da redoma em que se fecharam.

Claro que mal algum deles “dá com a língua nos dentes”, tudo se sabe. E as coisas que alguns de nós, deste lado da consciência, sabemos, muitas delas contadas por esses que, estando dentro, têm que respirar e, por isso, metem a cabeça de fora e suspiram profundamente pelo ar fresco da liberdade e da democracia!

Mas o “autofagismo” existe. E eles aniquilar-se-ão uns aos outros. A inveja e a maledicência ultrapassam as barreiras das paredes dos restaurantes e dos gabinetes. Melhor, espelham-se no olhar dos visados: olhares tristes, de gente cansada de ser, sem rosto próprio. São apenas o que deles fazem. Não pensam, não podem pensar; não dizem, não podem dizer; não falam, não podem falar. não são, não podem ser.

Pouco a pouco, vão caindo na teia que teceram. Enredam-se na mentira e na traição. Um dia, hão de cair, afogar-se nas águas inquinadas da fossa em que despejam a sua arrogância e prepotência, só aparentemente imortal.

O pior é que, até lá, fazem estragos, muitos estragos, na terra que nos viu nascer e que amamos.

Faz falta qualidade de vida aos gaienses.
JMC

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