Ai, ai… PSD, o que te fizeram!?

Em notícia publicada hoje, Manuela Ferreira Leite põe, uma vez mais, o dedo na ferida, enviando um recado para o ambiente interno do seu partido. A candidata à liderança do PSD refere textualmente:

Não podemos tornar o PSD num partido que corre atrás da moda e do espectáculo, num partido que privilegia a imagem à substância, à procura de alguns títulos nos jornais e na televisão. (in JN, 6 de Maio de 2008).

Recados e mais recados, oriundos de todas as frentes… O alvo, sempre o mesmo!

Não foram a moda e a busca de espectáculo, a preocupação com a imagem, não com a substância, o mediatismo… que ditaram a queda do Dr. Menezes?

E na Câmara de Gaia, o que procura o Dr. Menezes?

Na sua crónica diária, no JN de hoje, também Manuel António Pina evidencia a descredibilidade em que caiu o partido liderado pelo Dr. Menezes durante escassos meses. Segundo este crítico e sério cronista,

Quando nenhum banco (nem o BES, que até financia o Sporting!) está disposto a apostar no PSD é porque, de todo em todo, não acredita que ele lhe possa, nos tempos mais próximos, dar nada em troca, e não estou a falar de juros. Nesta matéria, os bancos são mais fiáveis que qualquer sondagem. Se abandonam um barco é porque, como os ratos, pressentem naufrágio à vista”.

E a Câmara de Gaia, até quando vai encontrar respostas de parceiros investidores para o sobre-endividamento a que chegou? Não estaremos, como no PSD, a beira de um naufrágio? Quem sobreviverá? Sempre os mesmos, os que não são de Gaia e, oportunamente, se porão a monte.

Palavras para quê?

JMC

 

Viva a Queima!!!

Eles e elas aí andam. Em irreverente farra.

Depois de alguns anos (cada vez menos) de grandes canseiras,  eis que a malta  sai à rua, uma vez mais. Preocupações? Não, por favor!!! Podem esperar!!!

Em democracia é assim. Ainda bem.

Os pais, esses, por estes dias têm que abonar mais uns trocos, porque “esta vida são dois dias” e não dá mesmo p’ra ficar em casa.

Curtam, curtam, meninos e meninas!!! Aproveitem o colorido dos dias de estudante. Mas não esqueçam que a realidade é bem outra!!! Seria bom não despertar para a verdade nua e crua dos factos e “viver sempre estudante”, não seria? Claro que sim…

Que bom seria andar democraticamente ao Sol, sem ter que mergulhar nas profundezas desta floresta escura e densa onde há tantos lobos à espreita de quem somos!!!

Até lá… gritemos todos um aguerrido viva à cerveja, à música, à camaradagem…. à democracia e à liberdade.

Por falar em queima, ironia do destino (ou talvez não) arde o edifício da Reitoria da Universidade do Porto. Todos sentimos a maior consternação pela eventual destruição de um dos ex-libris da cidade do Porto. Aguardemos para ver.

JMC

Menezes v/s Rui Rio

Segundo a imprensa de hoje, dia 5 de Maio de 2008, Menezes acusa Rui Rio de ter “má educação e mau carácter”. O líder demissionário do PSD está no seu direito, mesmo depois de ter dito que não se pronunciaria sobre a vida do partido nos próximos tempos. Não resistiu. Gosta de dizer o que sente e pensa. Como toda a gente. Melhor, como quase toda a gente, porque há quem não se atreva a fazê-lo, hipotecando, assim, a sua liberdade, limitando-se a fazer de figurantes sem rosto nem personalidade. Vivendo na sombra. São como folhas de Outono levadas pelo vento. Enquanto se mantêm no ar, deixam transparecer a (só aparente) paleta de cores que lhes imprime a maior beleza. Mas uma vez caídas, são esmagadas no chão, varridas e levadas para uma qualquer lixeira.

O que está em causa é a eterna rivalidade e tentativa de fratricídio; é o desespero de alguém que repetidamente tem vislumbrado a Câmara do Porto no seu currículo, mas não tem pernas para dar este (as)salto em altura.

Admiro a verticalidade de Rio. Admiro a sua personalidade forte, o seu carácter, a sua determinação. Homem de convicções. Tem um rumo. Sabe o que quer da vida e da política, se, se vender a quem quer que seja. O Futebol Clube do Porto, o Jornal de Notícias, a aprovação de determinados empreendimentos imobiliários… poderiam ter servido de escada para estar de bem com tudo e com todos. Mas não o fez! Não procura o mediatismo fácil. Não se revela preocupado com o que dele pensam e dizem os jornais e a televisão. Os portuenses compreenderam, desde a primeira hora, que que se trata de um Homem com “H” grande. Por isso muitos o queriam ver à frente do PSD. Também creio que seria o homem certo. De certeza que não se deixava vencer facilmente pela divergência de vozes e levava avante um projecto credível. Ainda bem para o PS nacional, que vai continuar a não ter oposição.

Rio não quer. O povo também não, por que precisa dele. O povo sabe acolher bem os seus, mas também sabe separar o trigo do joio. E quando alguém avança aos ziguezagues e, depois de voos mais altos falhados, quer regressar a pouso certo, tem o que merece. Como diz o ditado: “vai por onde andaste”.

Antes de avançar para Lisboa, o Dr. Meneses deveria ter calculado bem todos os riscos. Cega a vontade ilimitada de cumprir um desejo pessoal, um “sonho de menino”.

Diz-se que na política não há limites. Mas há. A dimensão do Outro tem de estar sempre acima da do pessoal. A dita folha pode voar uns tempos, mas acaba por cair.

Como diz o Dr. Rui Rio, “Esta não foi uma história bonita”. Referindo-se à acumulação de funções de líder do PSD e de presidente de Câmara, deixa claro aquilo que toda a gente de bom senso sabe e que já referimos noutra publicação: “A Câmara do Porto não é a Câmara de Gaia. Se fosse, por exemplo, presidente da Câmara de Miranda do Douro, se calhar era possível acumular. Pelos vistos em Gaia também é possível. Mas no Porto não. Poderia funcionar durante algum tempo, mas não funcionaria sempre. Líder da Oposição é uma função a tempo inteira e presidente da Câmara do Porto também” (in JN, 5 de Maio de 2008).

Está errado? Tais afirmações revelam mau carácter?

Invejas e mais invejas. Abril comemorou-se há apenas alguns dias. Viva a liberdade de pensar(-se) e de dizer(-se)!!!

Já agora, Dr. Rui Rio, acorde para a importância de se investir na cultura e nas artes na sua cidade. Deixe que o tal “Outro”, o povo e os homens e mulheres de cultura, possam manifestar as suas convicções artístico-poéticas. Vá lá, Dr. Rui Rio! Apoie este enorme “clube de pensadores”, que nele se vão “inscrevendo” naturalmente, só porque, como o senhor, têm ideias e vontade própria. E trabalham. Muito.

JMC

Maio de 68? Vivam as colectividades de Gaia

Alguém me sabe dizer por quanto vai ficar a vinda do Sr. Joe Cocker a Gaia, dia 21 de Maio, pelas 22h00, a convite do “Pelouro da Juventude”, no âmbito das comemorações do “Maio de 68?
 
Não me refiro apenas ao cachet, mas a todas as despesas inerentes à máquina de publicitação e montagem do ”tão aguardado” espectáculo. Será que as tachas de rampa tão ansiosamente cobradas se destinariam a lançar o espectáculo? 
 
Seja ele quem for, tenha o passado que tiver, não teremos nós, na nossa praça, gente da casa com categoria para animar uma noite musical? Afinal, há dinheiro ou não????
 
A revolta dos estudantes foi há 40 anos. A partir de Paris, estendeu-se um pouco por toda a Europa, despertando consciências para os verdadeiros problemas sociais. Para celebrar tão relevante acontecimento, não haveria em Portugal um grupo ou grupos capazes de ofazer com altíssima dignidade? Por que não um encontro/fórum alargado entre jovens estudantes de hoje e os “jovens estudantes” ao tempo, hoje na casa dos 60-65 anos? Isso sim, é que seria um evento significativo. Mas… para quê pôr o pessoal a pensar e dar-lhe trunfos???? 
 
É que as colectividades de Gaia, das 24 freguesias andam por aí a mendigar pequenas esmolas (um autocarrozito, umas t-shirts, uns autocolantes…) da Câmara e das respectivas juntas e não há nada p´ra ninguém. “Não há dinheiro”. Tudo “Para inglês ver”. Por mim, o pavilhão ficava às moscas.
 
Se não há dinheiro, a contratar são os de casa. Mesmo que haja patrocínios, como os divulgados. Peça-se apoio para ajudar as nossas colectividades, que tanto fazem pela divulgação da cultura, do desporto e das artes e andam sempre de chapéu na mão.
 
É uma vergonha o que se está a passar em Gaia. Será que o povo não acorda e não vê que lhe estão a sugar dos bolsos os míseros cêntimos de que ainda dispõem? Para regalo apenas de alguns!!!
JMC

25 de Abril 2008

ABRIL

 

Onde estão os dias prometidos,

A liberdade sonhada?

Tantas tristezas, tantos enganos

Tantas promessas falhadas.

 

 

Corramos atrás do tempo

                                                                        Ausente,

                                                                        À procura que quem queira

                                                                        (re) inventar Abril.

JMC

13º Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor - 23 de Abril

 

Mensagem do Director Geral da UNESCO

Sr. Koichiro Matsuura

23 de Abril de 2008

Desde 1996, 23 de Abril, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor associa milhões de pessoas, em mais de uma centena de países tanto do Sul como do Norte, na celebração solene das múltiplas funções do livro na vida das sociedades humanas e convidando-as a reflectir sobre o papel do direito de autor que lhe está associado.

Em 2008, este acontecimento constitui uma nova oportunidade para os decisores políticos, os agentes económicos e os protagonistas da sociedade civil para que prestem homenagem, cada um na sua área, a esse instrumento singular da cultura, da educação, da participação, da comunicação e do entretenimento que é o livro.

O livro contribui para construir e manter o tecido educativo, cultural e económico das nossas sociedades e desempenha papéis múltiplos e fundamentais.

Obra do génio humano protegida pelo direito de autor, que alimenta o património imaterial da humanidade, o livro é ao mesmo tempo uma mercadoria e essa dualidade tem sido posta em evidência e analisada em diversas ocasiões. Daí que o livro seja o eixo de toda uma cadeia de actividades e profissões geradoras de “mais valias/retornos” e uma componente importante do desenvolvimento económico.

O facto da Assembleia Geral das Nações Unidas ter proclamado 2008 Ano Internacional das Línguas convida-nos a examinar outra dimensão do livro, complementar das precedentes: a dimensão linguística da edição.

O livro é, com efeito, um meio de expressão que vive pela língua e na língua. Cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num dado quadro linguístico. Ao escolher a sua língua, o autor selecciona também os seus leitores, que deverão ser capazes de o compreender. A tradução permite estabelecer pontes linguísticas que trarão novos livros e novos leitores.

Sempre que uma língua não tem acesso ao mundo fica excluída, ao mesmo tempo que os seus falantes, a uma grande parte da vida intelectual e da actividade económica da sociedade. Daí a importância do desenvolvimento do multilinguismo por via da tradução.

No momento em que a proclamação do Ano Internacional das Línguas coloca em primeiro plano a questão das línguas e do multilinguismo na agenda internacional, é, mais do que nunca, essencial reflectir no futuro do livro enquanto veículo de expressão e de reconhecimento linguístico.

Neste contexto, é urgente abrir o mais possível às línguas o acesso à edição, afim de promover a troca de livros e conteúdos editoriais e, por conseguinte, a “livre circulação das ideias por meio da palavra e da imagem” como proclama a Constituição da UNESCO.

Neste décimo terceiro “Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor”, convido solenemente todos os Estados Membros, associados e amigos da UNESCO a que nos acompanhem na reflexão e na acção, para que o lugar do livro e da leitura sejam plenamente reconhecidos para benefício de um mundo capaz de reivindicar, na teoria como na prática, um plurilinguismo autêntico.

 

(Publicado por JMC)

Parabéns ADGrijó - 48 anos

No passado Sábado, dia 19 de Abril, teve lugar mais um jantar comemorativo do 48º aniversário da Associação Desportiva de Grijó, vulgo “do Grijó” (data de fundação: 12 de Março de 1960).

Na sala de um restaurante local estavam cerca de trezentas e cinquenta pessoas reunidas em clima de festa. Muitas apenas ligadas afectivamente ao PSD, liderado pelo actual presidente da direcção do clube, dado que não costumam acompanhar o clube nas suas lides desportivas.

Na mesa de honra estavam o representante da União de Clubes de V. N. de Gaia, o Presidente da Junta local, o Presidente da Assembleia de Freguesia, o pároco da freguesia, bem os representantes da edilidade gaiense – César de Oliveira, Guilherme Aguiar e o próprio Presidente da Câmara, Filipe Menezes.

A intervenção do Sr. Presidente da Assembleia foi breve e, aparentemente, pacífica, não deixando, contudo, de, em jeito de remate, afirmar que “Quanto à novela complexo desportivo de Grijó, há que aguardar para ver quem e como escreverá os próximos capítulos”.

Convidado a tomar a palavra, logo de seguida, o Sr. Presidente da Junta teceu os mais rasgados encómios à actividade da edilidade, na pessoa do seu presidente, relembrando as obras mais significativas desenvolvidas em Grijó nos últimos 10 anos. Revelando uma profunda ligação afectiva ao Dr. Menezes, mostrou-se muito pesaroso e solidário com o actual presidente da Câmara e líder do PSD nacional. Disse compreender hoje o que é sentir na pele a traição. Não dos de fora, mas dos de dentro, dos próprios amigos.

Não sabemos a quem se referia, mas ficamos a pensar.

Será que os tais amigos são aqueles que não embarcam em tudo, que são críticos, que não alienam as suas ideias e, sobretudo, não alimentam outros sonhos que não seja o real desenvolvimento da freguesia?

Será que se referia a alguém em concreto, talvez alguém que mostrou desagrado e não pactuou com a adesão incondicional do Presidente da Junta às políticas da Câmara para a freguesia, traindo, assim, o voto de confiança dos eleitores, que nele votaram enquanto cabeça de lista pelo PS?

Será que anda desgastado com a pressão da própria consciência, consequência do desnorte em que anda o PSD nacional ou com as lutas entre os gladiadores internos à própria Câmara?

A verdade é que ficaram em nós muitas interrogações, para as quais vislumbramos várias possibilidades que, a seu tempo, serão – ou não – confirmadas.

Parece-nos, contudo, que, em dia de festa, se deve homenagear e felicitar o anfitrião, sem mais. Campanha eleitoral é outra coisa.

O Sr. Presidente da Câmara, mais sensato, apesar de tudo, interveio no tom esperado, elucidando os presentes sobre o que, de facto, tem motivado sucessivos atrasos na construção do já cansativo complexo desportivo de Grijó.

Aguardemos para ver.

Quanto ao Grijó, parabéns à actual Direcção, às anteriores direcções, aos seus fundadores e à massa associativa que acompanhou o clube em mais uma subida de divisão.

JMC

 

O País está de rastos

Ao consultar os jornais do dia de hoje, um chuvoso 19 de Abril, fica-se com uma imagem nítida do nosso país. Droga (muita… interceptada na VCI, no Porto, ou mesmo no carro de um advogado de um caso mediático); violência nas escolas (entre alunos e agressões a professores - mais professoras que professores); o Boavista a fechar portas depois de mais uma tentativa de fraude (por Sérgio Silva), bem estudada e escudada; o maior partido da oposição a perfilar na frente de ataque os seus mais “ferozes gladiadores”; o desemprego a subir escandalosamente; os jovens a partirem à aventura e a procurarem um sentido para a vida fora de portas; o líder do governo regional da Madeira, João Jardim, a gozar com tudo e todos, apelidando de “bando de loucos” a oposição; etc. etc.

Enquanto isso, o Sr. Presidente da República passeia-se serena e silenciosamente pelo reino das bananas, sob “direito de reserva”, não se pronunciando claramente sobre tudo o que se está a passar. Pergunto-me: mesmo sem reagir a quente, até porque está rodeado de ilustres conselheiros e assessores, não tem o Sr. Presidente que denunciar abertamente aquilo que de grave se passa no país ou, melhor, de accionar as medidas mais convenientes para enfrentar a grave situação em que se encontra Portugal? Gosto de Cavaco e Silva. Tenho-o por homem honesto, recto, bem intencionado, equilibrado… Mas não se pode continuar a pactuar, ainda que por omissão, com este estado de coisas.

Como é que o/a comum dos/as cidadãos/ãs não há-de virar costas aos políticos e à política se não pode confiar em ninguém, se é quem mais se atropela para esgravatar onde pode, a ver se encontra algum tesouro que o/a engorde para o resto da vida, nem que seja com chorudas pensões vitalícias???

O país está de rastos. Quem deita a mão a isto? Se os políticos eleitos para o fazerem não assumem as suas responsabilidades, apesar de todas as mordomias, durante e depois de tanta irresponsabilidade, quem o poderá fazer?

Não estou deprimido, não. Estou, isso sim, como a maioria dos portugueses, desiludido com tanto maquiavelismo.

Chove copiosamente nesta manhã de Sábado. Quando se vislumbrará o Sol da esperança e da prosperidade? Para todos.

JMC

 

A propósito de Vanessa Fernandes

No dia 16 de Maio de 2007, deixávamos no blog do Dr. Menezes o seguinte comentário sobre os elogios do Dr. Menezes a mais uma vitória de Vanessa Fernandes:  (este e outros comentários nunca foram mostrados no referido blog. Porquê?)

Parabéns à nossa “tricampeã”, que vem consolidando o seu nome, o nome do nosso país e o de V. N. de Gaia no panorama desportivo internacional. Parabéns aos seus pais, particularmente ao Venceslau pelo apoio incansável. Grandes lutadores. Gente de Gaia.

 

Mas… é fácil dar os parabéns depois da vitória. Difícil é criar as condições indispensáveis para que outros e outras jovens possam praticar os mais variados desportos, de forma livre, por mero prazer ou mesmo para fins competitivos.

 

Neste domínio, Gaia está longe, muito longe de ser um exemplo. Repare-se nos “complexos” desportivos, cuja construção está agendada há anos, comprometendo, assim, o desejável e necessário desenvolvimento de tantas crianças; comprometendo o bem-estar pessoal e familiar, a saúde, o equilíbrio psicomotor, a socialização, etc.

 

Sr. Presidente,

Vale a pena felicitar a Vanessa. Mas vale, igualmente, a pena “arregaçar as mangas” e envidar todos os esforços, mesmo que à custa de algumas mordomias, para investir na formação harmoniosa de milhares de crianças e jovens gaienses. À semelhança do que acontece noutros domínios da esfera social gaiense, também nisto temos que ser exemplares.

 

Repare-se na forma como cresce o tecido urbanístico de Gaia, com manchas enormes de construção sem a preocupação de salvaguardar espaços condignos de recreio infanto-juvenil. Perto de casa, na área de habitação e convivência social. Não a quilómetros, na orla marítima (excelente, diga-se), no Parque da Lavandeira, ou noutros espaços do género. Perto de casa. Ali mesmo ao lado, onde se cresce…

 

Tenho a certeza de que o Sr. Presidente deseja o melhor para Gaia. Mas também tenho a certeza de que é preciso fazer mais e, sobretudo, mais rápido, sem tanta burocracia.

 

O Concidadão

JMC

A propósito das críticas de Menezes a Rebelo de Sousa

No dia 6 de Junho do passado ano, comentávamos assim a crítica do Dr. Menezes [a Marcelo Rebelo de Sousa], em “Nascido para vencer III”, artigo que publicava no “seu” extinto blog.

 

Excelente nota. À portuguesa, de olhos nos olhos, cortando a direito. Gosto. De facto, Sr. Presidente, partilho da sua opinião. O que não falta, em Portugal, são incubadoras, mas sempre para os mesmos… E quando as crianças vingam, é só conspiração, inveja, maledicência…

 

Lamentavelmente, hoje, como ontem, assiste-se a uma crescente apatia, mais do que acomodação, do povo português à vida político-partidária em geral. O curioso é que, se por um lado incomoda, em determinados momentos, por outro até dá um cero jeito noutras situações. Quantos menos na piscina, melhor! Há mais água, mais espaço, mais oxigénio… para quem lá anda, claro, que os “seguranças” da censura subtil e ardilosa não deixam entrar quem não for convidado!

 

E assim gira a vida neste contraditório carrossel.

 

Também não gosto de “missas laicas”, mas a verdade é que não faltam por aí excelentes pregadores. O tal “oráculo” tem a vantagem de ter canal aberto uma vez por semana. E lá vai pregando para quem o quiser ouvir, mas, que se saiba, ainda não acertou no euromilhões. Muita conversa. Privilégios de quem teve sorte na incubadora, na original.

 

Contudo, nesta brevíssima reflexão, não posso deixar de me interrogar: se fosse dada a mesma oportunidade a outros pregadores da nossa catedral, o que fariam? Virariam costas?

 

Concordo em absoluto com o Sr. Presidente: vivam os “gatos fedorentos”!

 

Sinceramente, parabéns pela crítica mordaz e pela permanente consciência crítica.

 

Por Gaia, de pé!

 

 

O concidadão

JMC

 

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