Joaquim Couto – Humildade, Simplicidade, Profissionalismo

Em período de pré-campanha, Joaquim Couto, candidato do PS à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, tem feito questão de conhecer em profundidade o Concelho. Prescindindo do merecido descanso semanal, tem-se desdobrado em sucessivas visitas a cada uma das freguesias, contactando com as populações locais. Em pouco mais de dois meses de pré-campanha, quase não há gaiense que não tenha tido oportunidade de conviver pessoalmente com Joaquim Couto.

No passado fim-de-semana, esteve em Grijó, freguesia que já conhece bem, porque nela tem participado em diversas acções de natureza social e política. Contudo, nesta visita de dois dias, Joaquim Couto confirmou e consolidou a imagem de um homem sereno, afectuoso, simpático, seguro, experiente e de uma simpatia e humildade contagiantes. Aquela humildade que, apesar do seu estatuto profissional, social e político, o leva ao encontro de todos, sem excepção, cumprimentando, ouvindo, trocando ideias, num clima de grande dedicação, respeito e tolerância, olhos-nos-olhos. Percebe-se nos gestos do candidato à Câmara de Vila Nova de Gaia um homem próximo e preocupado com os problemas que afectam os gaienses.

Pergunto-me: depois de uma carreira brilhante como médico; depois de 17 anos na condução da Câmara de Santo Tirso; depois de ter ocupado o cargo de Governador Civil do Distrito do Porto; depois de quase quatro anos como deputado à Assembleia da República, precisaria Joaquim Couto de se entregar a mais este combate? Precisaria Joaquim Couto de se preocupar com o Concelho de Vila Nova de Gaia e com a qualidade de vida dos gaienses, aos mais variados níveis?

Não, não precisaria, estou certo.

Fá-lo, certamente, no cumprimento estrito do exercício de cidadania activa, porque certo de que Gaia precisa de si nesta hora. Do seu profissionalismo, do seu forte sentido humanitário, dos seus conhecimentos ao nível da gestão camarária, da sua proximidade e presença constantes entre os seus concidadãos, simplesmente como mais um entre outros. Um grande Senhor! A provar que na política também há gente séria!

Não tenho dúvida de que a campanha eleitoral que se aproxima será fortemente disputada, mas talvez a mais séria e profícua de sempre, para todos os gaienses. Todos os candidatos que se perfilam são pessoas idóneas, bem formadas e com larga experiência política. Espero que possam encontrar-se, também eles, olhos-nos-olhos, em programas televisivos e radiofónicos, a fim de elucidarem todos os eleitores do nosso concelho sobre o que pensam fazer, como, com que princípios e verbas, etc., dentro da desejável transparência, que “Quem não deve, não teme”

Ah! Já agora, não se esqueçam de gozar o S. João que esse é mesmo acessível a toda a gente, anda sempre bem-disposto e quando nos leva uns trocos é em nosso proveito.     

José Manuel Couto

Publicado no Jornal Audiência de 14 de Junho 2009

Grijó – Corrida à Junta de Freguesia

O Jornal de Grijó (jornaldegrijo.com) acaba de publicar uma carta do Presidente da Comissão Política do PSD, Núcleo de Grijó, Manuel Gomes, informando que “A Comissão Política do Partido Social Democrata do Núcleo de Grijó indicou à Comissão Política Concelhia do PSD o nome de MANUEL GOMES como candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Grijó nas próximas Eleições Autárquicas de 2009, aguardando agora a respectiva ratificação por parte daquele órgão superior”.

Nada que já não se esperasse. Veremos se este é o nome escolhido pela CPC do PSD Gaia. Será??? À contra-informação que grassa na freguesia, aguardemos, pois, pela posição da CPC do PSD. Ratificará o nome avançado? Não ratificará?

Onde vai ficar o prometido apoio dos responsáveis da Câmara de Gaia ao actual presidente da Junta, depois de longo período de assédio político, que o levou a entrar em devaneio total? No fundo é o que acontece quando traimos quem nos dá o pão. O beijo de Judas a Cristo não lhe valeu umas lecas? E de que lhe serviu isso? Acabou aí a sua história.

GrijóO Candidato do PS, FRANCISCO BAPTISTA, proposto pelo PS Grijó,  foi anunciado em 18 de Dezembro último.

O nome do Francisco foi  imediatamente ratificado, porque no PS Gaia confia-se na vontade dos militantes locais e decide-se  com base no superior interesse das pessoas de Grijó. Não são forasteiros, que desconhecem os princípios identitários da nossa terra, que decidem o que é melhor, ou não, para a freguesia. Agora é assim, que a casa está arrumada.

Todos conhecemos o trabalho sério e empenhado que tem desenvolvido neste período de pre-campanha, a dar mostras de profissionalismo, competência e sentido de trabalho em equipa.

O do PCP será JOSÉ FERREIRA, um homem sério e trabalhador. Um lutador. Aliás, como os principais dirigentes da CDU em Grijó e no Concelho, a avaliar pelas sérias, responsáveis e bem fundamentadas intervenções na Assembleia Municipal.

Mais uma vez, atendendo aos candidatos que se perfilam para a Junta de Freguesia, nada será como dantes. Vamos ter umas eleições concorridas, com personalidades de prestígio e experiência reconhecidos.

Pede-se uma campanha séria, sem nunca se perder o verdadeiro rumo: as pessoas, a melhoria da sua qualidade de vida e do seu bem-estar. Uma política norteada pela verdade, pelo rigor e exequibilidade de propostas, na defesa do bem comum. Chega de mentiras e “tracalices”. Chega de falta de profissionalismo e de oportunismo pessoalista.

A histórica Vila de Grijó precisa, há muito, de um Presidente sério, trabalhador, bem preparado, que aborde as diferentes matérias da sua competência com empenho e dedicação. Não um presidente agastado desnorteado, cansado, desorientado, que vive um dia de cada vez sem um projecto de desenvolvimento sério, bem pensado para a freguesia.

Em Guimarães, no passado dia 24 de Junho, o Presidente da República dizia; “Quem pensa e actua como se estivesse sozinho, ficará só”. É isto que está a acontecer em Grijó.

Caros amigos candidatos, aprendam a lição. Seremos todos maiores quando formos capazes de criar laços de solidariedade e, eivados do verdadeiro espírito de equipa, em que cada um assuma competências e responsabilidades, unirmos esforços em prol de todos, sem excepção.

Em Outubro de 2009, espera-se que todos/as os/as Grijoenses façam a melhor opção, aquela que a consciência de cada um/a determinar, não uma escolha decorrente da pressão angustiada e vitimizada do actual líder do executivo. Em doze anos não fez mais porque não quis ou não soube.

Grijó está na senda da mudança, venha quem vier. Nada será como dantes. Por mim, desejo que ninguém fique de fora. Que, no exercício de uma plena cidadania, todos participem activamente na construção de uma freguesia unida, trabalhadora, onde dê gosto viver.  Está quase tudo por fazer!

O voto é secreto. Façamos todos o que temos a fazer!!!

José Manuel Couto  

Proposta do PS Grijó e da Câmara de Gaia – coincidência ou… talvez não!

Aconteça o que acontecer, a vida política em Grijó, Vila Nova de Gaia, vai mudar nos próximos quatro anos. Depois de doze anos de progressiva letargia, por parte do principal responsável pela Junta de Freguesia, surge agora uma nova equipa disponível para representar o Partido Socialista, disponível, sobretudo para humanizar a Vila de Grijó e adoptar uma política de proximidade e resolução efectiva dos problemas das pessoas.

Uma de várias ideias, já divulgadas há alguns meses, refere-se à criação da figura do “Provedor do Cidadão Local”. Uma pessoa que possa estabelecer uma comunicação rápida e efectiva com a Junta de Freguesia, para que qualquer situação de interesse local seja rapidamente resolvida para bem e contento de todos. Trata-se, pois, de uma espécie de voluntariado em prol de todos.

Em Grijó vai ser mesmo assim. Está pensado há muito, como várias outras iniciativas para aproximar todos de todos e promover a auto-estima social dos grijoenses.

Para espanto, talvez fruto de ecos de outras experiências e propostas, foi com imenso agrado que ouvi o Dr. Filipe Menezes anunciar, no passado di 19 de Junho, a propósito do seminário subordinado ao tema “Democracia Local”, a criação da figura do Provedor Local Autárquico. Segundo fontes da própria Câmara, o lugar será ocupado por “(…) uma personalidade de relevo a nível nacional, que se encarregará da missão de responder directamente a um universo de 400 mil cidadãos”.

Excelente ideia. De facto, muito democrática. Pena que surja apenas agora, ao fim de doze anos de mandato. Por que não se lembrou o Dr. Menezes disto antes? Ninguém das ilustres figuras que o rodeiam teve uma ideia destas?  Contudo, como diz o povo “Mais vale tarde, que nunca”. Esta figura é fundamental, desde que trabalhe de forma isente, representando todos de igual forma e atendendo as solicitações de todos os munícipes com zelo e imparcialidade, sem o habitual espírito de subserviência face ao poder. Talvez esta seja a tarefa mais difícil de quem vier a ser escolhido.

A criação deste lugar só vem provar que alguns presidentes de junta não fazem o que têm a fazer: ouvir e representar os seus fregueses junto da Câmara. Alguns deixaram-se cegar de tal forma pelas luzes do encosto e do oportunismo que se esqueceram das funções para que foram eleitos. Parecem estar a acordar agora, mas pode ser que tarde, como a tal lebre que rivalizou com a tartaruga.

Coincidência ou não, uma vez que o PS Grijó há muito publicitou esta inicitiva agora avançada pelo mais alto responsável da Câmara de Gaia,  importante é que, de facto, as pessoas valham em Gaia.  Pelo que são! Que sejam tratadas por igual, não porque têm o apelido “a” ou “b”, porque perfilam o partido no poder, conhecem alguém dentro da Câmara…, mas porque têm o direito de serem acolhidas e tratadas com respeito e celeridade.

José Manuel Couto

A PROPÓSITO DO DIA DE SANTO ANTÓNIO

 

 

Fonte: http://homepage.ntu.edu.tw/~complex/images/ch06f06.jpg

No dia 13 de Junho de 1654, há precisamente 355 anos, o memorável P.e António Vieira pregava em S. Luís do Maranhão, no Brasil, um dos seus mais notáveis sermões: o “Sermão de Santo António aos Peixes”.

Homem de palavra lúcida, engenhosa, eloquente e sedutora, António Vieira, missionário e exímio pregador, ocupará grande parte dos dias da sua longa vida na defesa dos direitos humanos. Não poupa a Inquisição, pela cruel perseguição dos Cristãos-Novos; não poupa as forças estrangeiras que ameaçam usurpar os nossos territórios ultramarinos; não poupa os desumanos e egoístas colonos que, pela força das armas, procuram subjugar os pobres índios de S. Luís do Maranhão.  

Disso se ocupa de forma absolutamente extraordinária no Sermão de Santo antonio_com_peixesAntónio aos peixes. Recuperando as palavras de Santo António, num estilo forte, erudito, mordaz e contundente, o ilustre orador alerta a sociedade de então para a desumanidade da corrupção instalada, lembrando, para dentro e para fora do meio religioso, que todos somos chamados a ser “sal na terra”. E ser sal na terra é tudo fazer para impedir e combater a corrupção.

O que diria o P.e António Vieira se vivesse hoje, quando a causa da sua irada retórica se generalizou e se constituiu a pedra angular da sociedade, aos mais variados níveis e sectores!? Usaria o púlpito, certamente, não para esmolar votos, mas para, de forma acutilante, na observação dos princípios mais elementares da caridade cristã, malhar a torto e a direito, sem medo, no estrito cumprimento dos bíblicos preceitos da liberdade, justiça e responsabilidade. 

Como no seu tempo, “os peixes graúdos” continuam a comer os “pequenos”. Tal como refere, se um peixe graúdo se alimenta de comer muitos pequenos, bastava um daqueles para alimentar muitos destes. Causas desajustadas e contraditórias, consequências lamentáveis. Como na selva, predomina a lei da irracionalidade e do mais forte.

Como no seu tempo, entre tantas outras nocivas espécies, grassam e multiplicam-se os “roncadores”, os “voadores”, os “pegadores” e os “polvos”. Isto é, os orgulhosos, os malévolos ambiciosos, os parasitas e os traidores. Basta olharmos à nossa volta e identificá-los-emos à primeira, sem grande esforço. Não apenas, mas sobretudo, na vida política, nos centros de decisão. Ao abrigo de legais competências, superiormente atribuídas, continuam a colonizar, a fomentar… uma sociedade cada vez mais dividida entre peixes graúdos e peixes pequenos.

Reina entre nós a pseudo-democracia, que a todos obriga a ser sal na terra. Mesmo que contra tudo e contra todos, de forma livre e coerente, no respeito pelos mais íntegros ditames da consciência pessoal, uma das formas de salgar é votar. Aproximam-se novos actos eleitorais. Cumpre-nos, a todos, pessoas de bem, espalhar o sal da democracia, contra a corrupção, o oportunismo e a impunidade. É esta a força que todos temos, no exercício do sagrado direito/dever de cidadania.

Descansa na paz merecida o P.e António Vieira. As suas palavras continuam, porém, actuais e a ressoar como um hino perene à consciência individual e colectiva, por uma sociedade onde os peixes graúdos tenham a humildade suficiente para, de quando em vez, se lembrarem que os pequenos também são peixes e que todos fazem parte do mesmo mar.

Ah! Já agora, quando se comemora o dia de Santo António, sugere-se a (re)leitura da obra de Vieira, nomeadamente o sermão a que aqui aludimos. Um texto de hoje e de sempre, que continua a reclamar o grande milagre!

 José Manuel Couto

Publicado no Jornal Audiência  no dia 17/06/2009

Competências da Assembleia de Freguesia e do seu Presidente

Para informação de eventuais interessados, transcrevemos a LEI N.º 169/99, de 18 de Setembro, com as seguintes alterações: Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro; Rectif. n.º 4/2002, de 06 de Fevereiro; Rectif. n.º 9/2002, de 05 de Março; Lei n.º 67/2007, de 31 de Dezembro:

Sede da Junta de Freguesia de Grijó

 

 

(…)

Artigo 17.º

Competências

1 – Compete à assembleia de freguesia:

a) Eleger, por voto secreto, os vogais da junta de freguesia;

b) Eleger, por voto secreto, o presidente e os secretários da mesa;

c) Elaborar e aprovar o seu regimento;

d) Deliberar sobre recursos interpostos de marcação de faltas injustificadas aos seus membros;

e) Acompanhar e fiscalizar a actividade da junta, sem prejuízo do exercício normal da competência desta;

f) Deliberar sobre a constituição de delegações, comissões ou grupos de trabalho para estudo de problemas relacionados com o bem-estar da população da freguesia, no âmbito das atribuições desta e sem interferência na actividade normal da junta;

g) Solicitar e receber informação, através da mesa, sobre assuntos de interesse para a freguesia e sobre a execução de deliberações anteriores, a pedido de qualquer membro em qualquer momento;

h) Apreciar a recusa, por acção ou omissão, de quaisquer informações e documentos, por parte da junta de freguesia ou dos seus  membros, que obstem à realização de acções de acompanhamento e fiscalização;

i) Estabelecer as normas gerais de administração do património da freguesia ou sob sua jurisdição;

j) Deliberar sobre a administração das águas públicas que por lei estejam sob jurisdição da freguesia;

l) Aceitar doações, legados e heranças a benefício de inventário;

m) Discutir, a pedido de quaisquer dos titulares do direito de oposição, o relatório a que se refere o Estatuto do Direito de Oposição;

n) Conhecer e tomar posição sobre os relatórios definitivos, resultantes de acções tutelares ou de auditorias executadas sobre a actividade dos órgãos e serviços da freguesia;

o) Apreciar, em cada uma das sessões ordinárias, uma informação escrita do presidente da junta acerca da actividade por si ou pela junta exercida, no âmbito da competência própria ou delegada, bem como da situação financeira da freguesia, informação essa que deve ser enviada ao presidente da mesa da assembleia, com a antecedência de cinco dias sobre a data de início da sessão;

p) Votar moções de censura à junta de freguesia, em avaliação da acção desenvolvida pela mesma ou por qualquer dos seus membros, no âmbito do exercício das respectivas competências;

q) Aprovar referendos locais, sob proposta quer de membros da assembleia, quer da junta, quer da câmara municipal, quer dos cidadãos eleitores, nos termos da lei;

r) Pronunciar-se e deliberar sobre todos os assuntos com interesse para a freguesia, por sua iniciativa ou por solicitação da junta;

s) Exercer os demais poderes conferidos por lei.

 

2 – Compete ainda à assembleia de freguesia, sob proposta da junta:

a) Aprovar as opções do plano, a proposta de orçamento e as suas revisões;

b) Apreciar o inventário de todos os bens, direitos e obrigações patrimoniais e respectiva avaliação, bem como apreciar e votar os documentos de prestação de contas;

c) Autorizar a junta a contrair empréstimos de curto prazo e a proceder a aberturas de crédito, nos termos da lei;

d) Aprovar as taxas da freguesia e fixar o respectivo valor nos termos da lei;

e) Autorizar a freguesia a participar em empresas de capitais públicos de âmbito municipal, para a prossecução de actividades de interesse público ou de desenvolvimento local, cujo objecto se contenha nas atribuições da freguesia;

f) Autorizar a freguesia a associar-se com outras, nos termos da lei;

g) Autorizar a freguesia a estabelecer formas de cooperação com entidades públicas ou privadas, no âmbito das suas atribuições;

h) Verificar a conformidade dos requisitos previstos no n.º 3 do artigo 27.º sobre o exercício de funções a meio tempo ou a tempo inteiro do presidente da junta;

i) Autorizar expressamente a aquisição, alienação ou oneração de bens imóveis de valor superior ao limite fixado para a junta de freguesia, fixando as respectivas condições gerais, que podem incluir, nomeadamente, a hasta pública;

j) Aprovar posturas e regulamentos;

l) Ratificar a aceitação da prática de actos da competência da câmara municipal, delegados na junta;

m) Aprovar, nos termos da lei, os quadros de pessoal dos diferentes serviços da freguesia;

n) Aprovar, nos termos da lei, a criação e a reorganização de serviços dependentes dos órgãos da freguesia;

o) Autorizar a concessão de apoio financeiro, ou outro, às instituições legalmente constituídas pelos funcionários da freguesia, tendo por objecto o desenvolvimento de actividades culturais, recreativas e desportivas;

p) Regulamentar a apascentação de gado, na respectiva área geográfica;

q) Estabelecer, após parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, a constituição do brasão, do selo e da bandeira da freguesia e da vila sede de freguesia, bem como o brasão e a bandeira das vilas que não são sede da freguesia, e proceder à sua publicação no Diário da República.

3 – A acção de fiscalização mencionada na alínea e) do n.º 1 consiste numa apreciação casuística, posterior à respectiva prática, dos actos da junta de freguesia.

4 – Não podem ser alteradas, mas apenas aprovadas ou rejeitadas, as propostas apresentadas pela junta e referidas nas alíneas a), i) e n) do n.º 2, bem como os documentos submetidos a apreciação, referidos na alínea b) do mesmo número, devendo a rejeição ser devidamente fundamentada, sem prejuízo de a junta poder vir a acolher, no todo ou em parte, sugestões feitas pela assembleia.

5 – A deliberação prevista na alínea p) do n.º 1 só é eficaz quando tomada por maioria absoluta dos membros em efectividade de funções, não podendo ser apresentada nova proposta sobre a mesma matéria no ano em que a deliberação tenha ocorrido, quando a mesma tenha sido recusada ou não tenha reunido condições de eficácia.

6 – A assembleia de freguesia, no exercício das respectivas competências, é apoiada administrativamente, sempre que necessário, por funcionários dos serviços da autarquia, se existirem, designados pelo respectivo órgão executivo.

 

Artigo 19.º

Competências do presidente da assembleia

Compete ao presidente da assembleia de freguesia:

a) Representar a assembleia, assegurar o seu regular funcionamento e presidir aos seus trabalhos;

b) Convocar as sessões ordinárias e extraordinárias;

c) Elaborar a ordem do dia das sessões e proceder à sua distribuição;

d) Abrir e dirigir os trabalhos, mantendo a disciplina das reuniões;

e) Assegurar o cumprimento das leis e a regularidade das deliberações;

f) Suspender ou encerrar antecipadamente as reuniões, quando circunstâncias excepcionais o justifiquem, mediante decisão fundamentada, a incluir na acta da reunião;

g) Comunicar à junta as faltas do seu presidente ou do substituto legal às reuniões da assembleia de freguesia;

h) Participar ao representante do Ministério Público competente as faltas injustificadas dos membros da assembleia e da junta, quando em número relevante para efeitos legais;

i) Exercer os demais poderes que lhe sejam cometidos por lei, pelo regimento interno ou pela assembleia.

José Manuel Couto

SOBERANA(S) CONSCIÊNCIA(S)

O acto eleitoral do passado Domingo evidenciou de forma clara e expressiva aquilo que já se esperava, o elevado número de abstencionistas, potenciais eleitores e eleitoras que optaram por não exercer o direito social e político de votar. Melhor, que optaram por exercer o também direito de não votar. Uma decisão da esfera da consciência pessoal. Mas não votar é, na prática, alienar o direito de tomar a palavra e decidir, de forma livre e democrática. Ao contrário do que muitos desejaram, talvez reclamar e punir, ao não votar, com tal decisão acabaram por dar carta-branca a outros para que decidam por si.

Como cidadão atento e responsável, não estou preocupado com a maior ou menor votação que teve cada um dos treze partidos/coligações. O que me parece realmente preocupante e deve merecer aprofundada reflexão é o desinteresse e/ou a indiferença dos cerca de dois terços de abstencionistas. Uma reflexão a fazer não tanto pelos responsáveis políticos nacionais que, por razões óbvias, não têm o necessário distanciamento crítico-reflexivo da realidade. Uma reflexão a fazer sobretudo por cada um de nós, cidadãos anónimos e pelos movimentos cívicos, independentes e, sobretudo, imparciais.

Por que não foram votar? Por preguiça e comodismo? Por razões profissionais ou de saúde? Alguns, certamente. Mas a maioria não, estou em crer, pelas “sondagens” ao pé da porta. Não votaram, simplesmente, por indiferença ou porque quiseram, deste modo, manifestar a indignação e protesto pela falta de esclarecimento, na linha do que escrevemos na passada semana; a desilusão e o descrédito num sistema político/partidário e numa classe política que, apesar da crise, não revela dificuldades nem sensibilidade face aos dramáticos números do desemprego, às asfixiadoras taxas de juro, às reais condições de vida da gente comum, etc., etc.

Fui exercer o meu direito/dever de voto. Mas concordo que a cena política precisa de uma nova configuração, de novos e desinteressados actores e actrizes, de correr com os oportunistas que, como preguiçosas, enfileiradas e viscosas larvas, vão vegetando pelos profissionais, profissionalizantes e misteriosos corredores do pod€r e da fama. O povo vota, os anos passam e o que fica? Sempre os mesmos nomes; sempre as mesmas caras; sempre os mesmos vícios; sempre os mesmos lóbis; sempre os mesmos…, sempre os mesmos…, numa espécie de casta superior de gente que se (re)produz a cada minuto.

Conheço os resultados eleitorais, nos planos nacional, distrital e concelhio, nomeadamente de Vila Nova de Gaia. Neste particular, aparentemente surpreendentes. Mas só aparentemente. Contudo, uns e outros não me oferecem qualquer tipo de preocupação. O povo é, realmente, soberano. Sabe o que faz. Mesmo as pessoas mais humildes, que parecem alheadas e desconhecedoras de eventuais cenários e interesses políticos, sabem o que fazer na hora certa. E fazem-no, premiando ou castigando. Como costuma dizer-se, “a voz do povo é a voz de Deus” e “Deus escreve direito por linhas tortas”. Abençoada democracia.

Faço votos para que os agora representantes de todos nós em Bruxelas não se esqueçam das suas origens, objectivos e compromissos.

Ah! Hoje é dia de Portugal e dos Portugueses. De todos, sem excepção. Somos diferentes. Temos uma identidade social, cultural e ético-moral própria. Ninguém tenha vergonha de a evidenciar, promover e afirmar, em qualquer canto do universo, no mais profundo respeito pela diversidade. Esconder a identidade é covardia e traição.

José Manuel Couto

Publicado no Jornal Audiência de 10/6/2009

PS Gaia e Presidente da Junta de Oliveira do Douro processam Marco António Costa

As eleições europeias já fazem mossa em Vila Nova de Gaia. Prova disso é o processo interposto pelo PS Gaia, conjuntamente com o Presidente da Junta de Oliveira do Douro, contra o vice-presidente da Câmara de Gaia, por difamação.

Para conhecimento, transcreve-se o comunicado do PS Gaia:

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_rPKA_99mPTA/SCneBlAtfBI/AAAAAAAAACs/BOTk97lwwQs/s320/justi%C3%A7a.jpg“O PSD-Gaia lançou uma espécie de comunicado, respondendo ao PS Gaia e à normal declaração de vitória dos Socialistas neste Município. Em face dos soluços e do tom atordoado da resposta, o PS-Gaia assume não querer contribuir mais para as agruras de quem ousou pensar ser candidato à Câmara de Gaia e agora se limita a ir de boleia do Dr. Menezes, e a fazer comunicados horripilantes.

O PSD-Gaia passou estes dias a fazer umas contas engraçadas, para justificar duas coisas muito claras:

1 – O PSD-Gaia perdeu as eleições em Gaia, em contra-ciclo com os resultados nacionais. O PS-Gaia ganhou as eleições em Gaia. Sem fazer extrapolações autárquicas abusivas, que recusamos, a questão é: o PS-Gaia ganhou e o PSD-Gaia perdeu.

2 – O PSD-Gaia chegou ao cúmulo de justificar os seus resultados com os votos do CDS, mostrando que a Coligação é o grande escudo desta estrutura partidária.

Melhor faria o Dr. Marco se, por uma vez, se candidatasse a alguma coisa no povo, para testar o que vale junto das pessoas, em vez de andar à boleia dos outros ou se limitar a eleições internas ao partido; para quem tem tanta verborreia e com esta idade, ir a umas eleições junto do povo já não lhe ficava nada mal. Lançamos um desafio: propomos que ele pondere candidatar-se à Junta de Oliveira do Douro, já que está tão confiante numa vitória. Seria a forma de defrontar directamente o Presidente do PS-Gaia e mostrar o que vale. E já que não conseguiu ser candidato à Câmara, sempre podia tentar ser n.º 1 numas eleições…

Por outro lado, face ao teor mentiroso, calunioso e injurioso da seguinte afirmação contida no comunicado do PSD:

«Para quem diz ter tantas dificuldades financeiras na Junta de Freguesia, melhor faria em não gastar fortunas em cartazes promocionais da Junta, usando esse dinheiro para honrar compromissos institucionais que deve cumprir.» (citado do Comunicado do PSD Gaia).

O PS-Gaia informa que avançará, juntamente com o Presidente da Junta de Oliveira do Douro, com um processo-crime por injúria e difamação contra o Dr. Marco António, presidente do PSD-Gaia.

A Junta de Freguesia de Oliveira do Douro não colocou outdoors nenhuns, nem gastou dinheiro público em outdoors promocionais. Isso é uma mentira e uma inconcebível tentativa de manchar o bom nome de uma pessoa.

De facto, fazendo jus a quem sempre diz que o referido senhor tem a palavra mais rápida do que o pensamento, o Dr. Marco António, na ânsia de se pôr em bicos de pés, afirma esta grave mentira e injúria, apenas com o objectivo de denegrir a imagem do Presidente da Junta de Oliveira do Douro e Presidente do PS-Gaia, de lhe lançar o rótulo de má gestão e de lhe imputar a ideia de despesismo, o que é falso.

De facto, ao contrário do que afirma essa voz, os referidos outdoors promocionais são da EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DO PS, e não da Junta de Freguesia. A Junta de Freguesia não gastou um cêntimo. Apesar de saber disso, o Dr. Marco António tenta injuriar, insultar e denegrir a imagem de pessoas de bem, em particular do Presidente da Junta de Oliveira e do PS-Gaia. Vai responder no Tribunal por este acto e provar o que diz no sítio onde se apuram estas veleidades.

A Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, assim como outras 4 Juntas socialistas, vivem, de facto, graves dificuldades, pois a Câmara cortou, desde 2007, as transferências das verbas protocoladas, sem fundamento e por razões político-partidárias, impedindo assim o normal exercício da acção em prol dos cidadãos. Talvez por isso, o PSD perdeu nas 5 Juntas referidas.

Assim, seria um acto de má gestão, de despesismo e de incúria gastar dinheiro em outdoors promocionais, o que, repetimos, não aconteceu, como será provado em Tribunal.

O PS-Gaia e o Presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro lamentam mais esta atitude de baixa política desta figura que transformou o debate político em Gaia num estudo de caso, onde tudo parece valer. O PS-Gaia recusa alinhar no mesmo estilo, que só serve para protagonizar uma pessoa que está em Gaia de passagem, mas que deixará marcas duradouras, pela negativa.

Subscrevo-me com os meus melhores cumprimentos,

O Presidente do PS Gaia,

Eduardo Vítor Rodrigues”

PS vence Eleições Europeias em Vila Nova de Gaia

Pela pertinência, passo a transcrever comunicado à imprensa do Partido Socialista de Vila Nova de Gaia:Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/75/Av_Republica_(Vila_Nova_de_Gaia).JPG/800px-Av_Republica_(Vila_Nova_de_Gaia).JPG

 

“Face aos resultados ocorridos nas eleições europeias de hoje, o PS-Gaia declara o seguinte: – O PS ganhou as eleições em Gaia, com 32.090 votos, contra 30.369 votos do PSD. – O PS ganhou as eleições em contra-ciclo e num momento em que os resultados nacionais se revelaram frustrantes, com uma derrota. – O PS ganhou as eleições em Gaia, apesar do cabeça de lista do PSD ser de Gaia e ter feito por cá uma grande campanha. – O PS ganhou as eleições em Gaia, apesar de dois dos cabeças de lista serem de Gaia (PSD e CDU). – O PS-Gaia ganhou as eleições ao PSD-Gaia, liderado pelo Dr. Menezes e pelo Dr. Marco António. Quando alguns esperavam pela derrota da Dra. Ferreira Leite para a acusar de responsável pela mesma, são as duas referidas personalidades que devem explicar a derrota em Gaia, em contra-ciclo com a vitória do PSD no país. Afinal, a Dra. Ferreira Leite não conseguiu compensar o descrédito que o PSD Gaia tem acumulado no município. – O PS ganhou as eleições nas 5 Juntas de Freguesia lideradas por autarcas socialistas, que têm sido escandalosamente ostracizados e a quem foram sonegados os protocolos financeiros da C.M.Gaia. – O PS Gaia assume que este resultado é também o fruto da forte dinâmica política imprimida pela candidatura do Dr. Joaquim Couto à Câmara Municipal de Gaia, e que já está no terreno com elevada receptividade nos gaienses. – O PS Gaia não tira ilações indevidas dos resultados, mas assumimos a convicção de que este resultado é o primeiro momento que nos levará à vitória nas próximas autárquicas de Outubro de 2009. – O novo ciclo iniciado por esta Concelhia do PS-Gaia, em 2007, teve o seu primeiro embate eleitoral contra o PSD Gaia e ganhou com expressividade e num contexto adverso. – O PS Gaia agradece a confiança manifestada pelos gaienses e afirma continuar empenhadamente a prosseguir um projecto de esquerda e de desenvolvimento sustentável para Vila Nova de Gaia.

Subscrevo-me com os meus melhores cumprimentos,

O Presidente do PS Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues”

Eleições europeias

Portugal, Portugal – Jorge Palma- clicar

As sucessivas eurosondagens prevêem ou um empate técnico entre o PS e o PSD ou uma ligeira vantagem de Vital Moreira face a Rangel. Também se prevê que, à última hora, possa haver uma reviravolta e o PSD levar a melhor sobre o PS.

A abstenção andará, segundo as mesmas sondagens, pelos quase 65%.

Sondagens são sondagens. Como os prognósticos só são reais no final do jogo, esperemos para ver. A verdade é que as eleições europeias não têm entusiasmado ninguém. A verdade é que os eurocandidatos e candidatas lá vão esgrimindo argumentos e contra-argumentos, mas a verdade das verdades é que o Zé-povinho tem mais que fazer e, com a actual recessão, os candidatos, quais crianças, a brincar no parque. Só que o parque é as televisões, os jornais, as praças públicas e ficam bem caros ao erário público. Brincar de fato e gravata não dá mesmo jeito.

Necessitamos de quem defenda os nossos interesses em Bruxelas, claro que sim. Mas, dizem-nos outros dados estatísticos, em Bruxelas ninguém ou quase ninguém conhece os nossos eurodeputados. Afirmam-nos credenciados e insuspeitos jornalistas que ali têm acento diário.

Bem pagos, com todo o tipo de mordomias e poderes, os nossos eurodeputados depressa perdem a noção de que representam o dito Zé-povinho e que o arrojo, a ousadia e a simplicidade das decisões, humanizadoras e não economicistas, é que valem mesmo a pena. Esquecem-se rapidamente de que muita gente ganha menos de 750€, nunca soube o que são férias, nunca saiu do país e vai vivendo remediadamente, muitas vezes à custa da boa-vizinhança.

Onde fica a Europa? Nos bolsos de alguns? Como se chamam os ainda eurodeputados portugueses? O que têm feito em prol do país? Que decisões, que medidas, que resultados visíveis e palpáveis? Isso sim. Isso é que deveria ser divulgado para que o povo tome consciência da heróica missão dos(as) nobres deputados(as).

José Manuel Couto

3ª Repartição de Finanças de Gaia – Carvalhos

Segundo informações recebidas, a 3ª Repartição de Finanças de Vila Nova de Gaia, sedeada há muitos anos nos Carvalhos, e que serve as populações das freguesias mais a Sul do Concelho, vai ser transferida para a loja do cidadão, junto ao Arrábida Shoping.

Num tempo em que se advoga a descentralização de serviços, a simplificação Fonte da Imagem: http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www2.ipece.ce.gov.br/publicacoes/anuario/anuario2006/financas/financas.jpg&imgrefurl=http://www2.ipece.ce.gov.br/publicacoes/anuario/anuario2006/financas/&usg=__5xX3k_Victz6AQiZtICTGYxqXcY=&h=213&w=300&sz=23&hl=pt-PT&start=1&sig2=_DCZxt8XhlLwZouylukxEQ&um=1&tbnid=9myClSP4Kux87M:&tbnh=82&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dfinan%25C3%25A7as%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26um%3D1&ei=TJUeSrCTENCElAe_g73ABQde processos, a celeridade e a proximidade das populações, a Câmara Municipal de Gaia alinha neste desumanizar de um serviço fundamental para as populações.

Lamento esta decisão, que deveria ser contestada por todos, impedindo, assim, o centralismo, ainda que em nome da modernização de serviços.

A 3ª Repartição, possivelmente como as restantes 3 de Vila Nova de Gaia, necessita de obras profundas, talvez até de mudar de edifício, tornando-se mais funcional e acolhedora, para utentes e funcionários, mas nunca sair da área onde se encontra actualmente.

Modernizar é humanizar e aproximar.

José Manuel Couto

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